Balança comercial teve superávit de US$ 13,9 bi no 1º tri, mostra Icomex da FGV

O saldo da balança comercial ficou em US$ 13,9 bilhões no primeiro trimestre de 2018, resultado inferior ao superávit de US$ 14,4 bilhões registrado no mesmo período de 2017. Os dados são do Indicador do Comércio Exterior (Icomex), divulgado nesta segunda-feira, 16, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em termos de valor, as exportações diminuíram o ritmo de crescimento passando de um avanço de 24,3% no primeiro trimestre de 2017 para alta de 7,8% no primeiro trimestre de 2018. Já as importações mantiveram a taxa de crescimento de aproximadamente 12%.

No primeiro trimestre deste ano, a China foi o principal destino das exportações brasileiras, recebendo 23,2% do total exportado. O País respondeu ainda por 19,8% das importações brasileira, atrás da União Europeia, com uma fatia de 20,7%.

O Icomex tem como objetivo contribuir para a avaliação do nível de atividade econômica do País, por meio da análise mais aprofundada dos resultados das importações e exportações.

“A análise dos indicadores de comércio no primeiro trimestre mostra que o ritmo de crescimento das exportações em termos de volume é menor do que em 2017 com melhor desempenho para o grupo de não commodities. Nas importações há sinais de que a desvalorização da taxa de câmbio efetiva real está atenuando o crescimento das importações em uma fase de lenta recuperação do nível de atividade”, avaliou Lia Valls, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Os preços de exportações passaram de um crescimento de 18,6% no primeiro trimestre do ano passado para alta de 12,3% no primeiro trimestre deste ano. O volume exportado saiu de um avanço de 7,4% para uma queda de 4,2% no mesmo período.

Nas importações, os preços saíram de aumento de 2,9% no primeiro trimestre de 2017 para crescimento de 14,3% no mesmo trimestre de 2018. O volume importado, porém, passou de uma elevação de 9,8% para uma queda de 1,0% no período.

Segundo a FGV, os dados mostram um comércio menos dinâmico no primeiro trimestre de 2018 em comparação com 2017.