Bancos de areia estão visíveis e podem comprometer a fauna do rio

De acordo com PCJ, vazão máxima do rio está em 27.5 metros cúbicos de água/s e pode baixar ainda mais. (foto: Amanda Vieira/JP)

Como acontece anualmente no período de estiagem o leito do rio Piracicaba está bem baixo e já é possível visualizar bancos de areia e pedras em vários trechos. De acordo com o Consórcio PCJ , a vazão máxima está em 27,5 metros cúbicos de água por segundo. Esse numero pode baixar ainda mais devido à escassez de chuvas

O coordenador de projetos do Consórcio PCJ, José Cézar Saaad, destacou que, no mesmo período do ano pasado, a vazão do Piracicaba chegou a 19,5 metros cúbicos de água por segundo. “E normal nos meses de julho e agosto quando chove menos então é normal que isso ocorra”, explicou classificando a situação como ‘nada alarmante’.




Por outro lado Saad não descarta o comprometimento da fauna no rio devido a qualidade da água que e prejudicada com o lançamento de esgoto doméstico e industrial . “Coma emissão desses efluentes e com menos águaa qualidade fica prejudicada”, constatou.

Para o professor da área de Educação e Política Ambiental, Marcos Sorrentino, baixa vazão, bancos de areia e pedras à mostra, são a ponta do iceberg. “O comprometimento da fauna, da economia dos humanos e da própria qualidade de vida das populações mais vulneráveis é o que vamos percebendo quando inicia-se uma investigação científica ou jornalística séria”, observou.

O professor chama a atenção para a necessidade de medidas socioambientais efetivas, entre elas os processos educadores ambientalistas promovidos pelo poder público e pela sociedade, em todas as suas esferas e dimensões, conforme prevê a Constituição Brasileira, a lei da política nacional de meio ambiente, de 1981, e a política nacional de educação ambiental, de 1999, regulamentada em 2002 e implantada a partir de 2003, com a criação do seu órgão gestor nacional. “Todas essas normativas e todas as políticas públicas na área estão sendo rasgadas e desmontadas pelo atual governo do país”, criticou. “Portanto, não há uma situação atípica, mas um conjunto de ações e consequências esperadas e previstas por pesquisadores de todas as áreas e campos científicos ignorados pelos governantes do obscurantismo atual”, afirmou.

Beto Silva
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