Barjas mantém silêncio sobre Semae

Prefeito ainda não se manifestou sobre o assunto (Foto: Claudinho Coradini/JP) Prefeito descartou possibilidade de privatização do Semae (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Apesar de o Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto) de Piracicaba enfrentar uma crise institucional, o prefeito Barjas Negri (PSDB) ainda não se manifestou publicamente sobre o assunto. Na última sexta-feira (1) a reportagem do JP encaminhou perguntas à assessoria do tucano sobre a situação da autarquia e qual o posicionamento dele sobre o assunto. Até o início da tarde de ontem, não houve retorno da prefeitura.

Entre as questões enviadas estava o pedido de uma avaliação de Barjas sobre o desempenho do serviço municipal diante das constantes reclamações de falta e vazamento d’ água e de contas abusivas. A reportagem questionou quais medidas o Chefe do Executivo pretende tomar e a que ele atribui a situação atual da autarquia.

O prefeito também foi questionado sobre a privatização do Semae, possibilidade que vem sendo apontada como a causa do sucateamento do órgão e que foi apontada por um grupo de servidores.
Mesmo com a presença do presidente do Semae, José Rubens Françoso, em duas ocasiões na Câmara dos Vereadores, a população ainda espera uma resposta da administração municipal sobre os problemas do serviço.

PERSEGUIÇÃO

Na semana passada servidores usaram a tribuna da Câmara de Vereadores para expor problemas enfrentados pela autarquia. Os funcionários Ana Paula Classere e José Carlos Magazine falaram aos vereadores e público sobre problemas enfrentados pela autarquia. A servidora falou sobre perseguição a funcionários da autarquia, que, segundo ele, estão sendo ameaçados.

“Os funcionários não estão tendo condições de trabalhar. Somos um grupo de dez servidores que decidiu denunciar e já está tendo perseguição. O (José) Rubens (Françoso, presidente do Semae) não aceita conversa com a gente, ele é prepotente”, disse.

Ela afirmou que a instauração de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre as denúncias contra a autarquia “pode restaurar a nossa dignidade”, enfatizou, “porque através dela a gente vai conseguir provar todas irregularidades que o Semae tem”.

Ana Paula apelou para que os vereadores instaurem o processo de investigação do Semae. “Antes de ser funcionário (do Semae), a gente também é cidadão, e isso é muito agravante, porque a gente sai na rua e é hostilizado, e não pode acontecer”, destacou Ana Paula.
“Peço humildemente que a CPI seja instaurada pela Câmara. O Semae é uma mina de ouro e está deixando a desejar”, afirmou.

Beto Silva