Beneficiários do INSS têm que fazer prova de vida para manter pagamento

Os beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) correm o risco de ter os benefícios suspensos caso não façam a prova de vida até 28 de fevereiro. Se descumprirem o prazo, terão o benefício interrompido temporariamente até a regularização da situação. No Estado de São Paulo, 1.055.359 ainda não compareceram nas agências onde têm contas. O INSS informou que não dispõe de dados sobre o número de aposentados, pensionistas e outros beneficiários de Piracicaba que ainda não comprovaram estarem vivos e nem aqueles que já regularizaram a situação.
 
O INSS informou que a renovação de senha – ou prova de vida como é popularmente chamada – é um procedimento obrigatório para evitar pagamentos indevidos de benefícios e fraudes. O segurado deve ir até a agência do banco pagador, onde recebe o benefício, para fazer a comprovação. A prova de vida deve ser feita pelos segurados que recebem o pagamento por conta corrente, conta poupança ou cartão magnético. O previdenciário deve apresentar documento de identificação com foto e de fé pública, como Carteira de Identidade, Carteira de Trabalho, Carteira Nacional de Habitação, entre outros. Não há necessidade de ir até a agência da Previdência Social, informou o INSS.
 
A comprovação de vida também pode ser feita por biometria, nos bancos que possuem esta tecnologia. “O pagamento poderá ser interrompido até que o segurado faça a comprovação de vida no banco”, alertou o INSS.
 
Segundo o advogado Matheus Erler, da Concede Assessoria Previdenciária, não ocorre a perda do benefício, mas a interrupção do benefício e do recebimento enquanto o beneficiário não regularizar a situação no banco pagador em que recebe os proventos. “O beneficiário deve ir diretamente ao banco que recebe seu benefício e apresentar um documento original de identificação com foto. Aqueles que não puderem ir até as agências bancárias por motivo de doença ou dificuldade de locomoção podem realizar a comprovação de vida por meio de um procurador devidamente cadastrado no INSS”, informou Erler.
 
Segundo o instituto, o procedimento pode ser feito pelo procurador cadastrado no INSS ou outro representante legal em uma agência da Previdência. Os documentos exigidos são procuração, atestado médico e documentos de identificação do procurador e do beneficiário.
 
Presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas Eclética de Piracicaba, João Carlos Carteiro, disse que os beneficiários estão cientes que todo ano devem fazer a prova de vida. “Estão fazendo para acabar com as fraudes. A pessoa acaba morrendo e continua recebendo, infelizmente”, explicou o presidente.