Black Friday: alta nas vendas

Acipi Acipi espera crescimento de 10% nas vendas em Piracicaba. ( Foto: Claudinho Coradini/JP)

Cada vez mais lojas físicas aderem a Black Friday. Para este ano, a área de Indicadores e Estudos Econômicos da Boa Vista SCPC projeta um crescimento em torno de 4,5% das vendas, em comparação com 2017, em todo o país. Segundo entidade, o desempenho do comércio do Black Friday deve superar o das demais datas comemorativas deste ano, considerando que na Páscoa, as vendas registraram alta de 3,2%; no Dia das Mães, 4%; no Dia dos Namorados, 2,2%; 2,8% no Dia dos Pais; e 2,2% no Dia das Crianças. Em Piracicaba, Luiz Carlos Furtuoso, presidente da Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba), as vendas da Black Friday devem ter um crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. “Temos que setorizar as vendas da data porque têm áreas com mais impacto e outras menos impacto. O varejo de confecções, perfumaria, calçados, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, estão entre os setores que devem apresentar esse crescimento. Já supermercados talvez não vendam 10%”, enfatiza Furtuoso.

Entre os motivos para o otimismo, os economistas da Boa Vista SCPC apontam a melhora das condições de financiamento. Para a entidade, a inadimplência baixa faz com que os bancos se mostrem dispostos a aumentar a oferta de empréstimos, possibilitando aos consumidores taxas de juros menores e a elevação da demanda por crédito. Entre os itens mais vendidos na data, a instituição cita os eletrônicos e eletrodomésticos, que são itens de valor mais elevado cujas vendas dependem das condições do crédito. Para Furtuoso, outro fator importante a ser observado neste momento é a definição política do País. “O mercado está mais leve, o que torna o período mais volumoso em vendas. Isso é bom para o Brasil, para a retomada da economia”, afirma.

Diante das promoções da Black Friday, muitos consumidores aproveitam para antecipar as compras de dezembro. Embora a CDL (Câmara de Dirigentes Logistas) de Piracicaba não tenha pesquisas referentes às vendas da campanha, Reinaldo Pousa, presidente da entidade, acredita que o período é bastante positivo para o comércio. “Cada vez mais, as empresas entram na campanha e colocam produtos com preços diferenciados aos consumidores. A campanha cria um movimento sazonal, porque normalmente, novembro seria um mês fraco”, avalia.
Para Márcia Maria Maciente, proprietária de lojas dos segmentos de confecções feminina, masculina, infantil e moda íntima, a campanha Black Friday deve gerar um crescimento perto dos 10%, percentual alcançado em 2017. “Estamos com 20% de descontos à vista ou a prazo e alguns produtos de coleções passadas, com 60% de desconto”, afirma.

(Eliana Teixeira)