Bolsonaro mantém dianteira a seis dias da votação

eleição Bolsonaro e Haddad: quase nenhuma variação. ( Fotos: Tânia Rego/Rovena Rosa/Agência Brasil)

A seis dias da eleição, o candidato do PSL à presidência da República, Jair Bolsonaro, mantém ampla vantagem em relação ao concorrente Fernando Haddad (PT): 60% contra 40% dos votos válidos. Os números são da pesquisa realizada nos últimos dias 20 e 21 pelo Instituto FSB Pesquisas e divulgada ontem pelo contratante, o banco BTG Pactual. Na pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto e divulgada no último dia 15, Bolsonaro tinha 59% dos votos conta 41% de Haddad. Significa que o quadro permaneceu inalterado desde então, uma vez que a variação ocorreu dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais (para mais ou para menos).

A pesquisa estimulada que considera todos os votos aponta Bolsonaro com 52%, Fernando Haddad com 35%. Os outros 13% dividem-se entre bancos e nulos (4%), nenhum/ninguém (5%), não sabe/não respondeu (4%). Entre os eleitores que declararam voto em Bolsonaro, 94% disseram que a decisão é “definitiva”. No caso de Haddad, o percentual dos que declararam que a decisão de voto é “definitiva” foi de 90%.

O levantamento aponta que Haddad é o candidato com maior índice de rejeição (52% dos entrevistados disseram que não votariam nele “de jeito nenhum”, percentual que cai para 38% no caso de Bolsonaro). A pesquisa aponta que parte importante do eleitorado de Haddad considera que Bolsonaro tem mais chances de vencer a eleição. Quando indagados sobre quem o entrevistado acredita que irá vencer a eleição para presidente do Brasil, 76% responderam Bolsonaro e 17% Haddad.

Dos eleitores de Bolsonaro, 85% disseram escolher o candidato por acreditar que ele é a melhor opção, 10% declararam que o voto visa impedir a vitória do concorrente e 6% não souberam/não responderam; entre os eleitores de Haddad 75% disseram escolhê-lo por ser a melhor opção, 18% para impedir a vitória do outro candidato e 7% não souberam/não responderam. Entre os eleitores do candidato do PSL, 81% desejam que ele colabore com Haddad caso o candidato deles perca a eleição; já entre os eleitores do petista, 73% defendem que ele apoie Bolsonaro, caso o candidato da preferência deles perca a eleição.

Com relação às ações de governo, 83% dos entrevistados defendem a manutenção de programas sociais como o Bolsa Família; 75% defendem a redução do imposto de renda para quem ganha até cinco salários mínimos; 48% são favoráveis à manutenção das regras aprovadas pela reforma trabalhista; 44% são favoráveis ao ensino à distância para alunos do 1º e 9º anos do ensino fundamental; 36% são favoráveis à liberação do porte de armas; somente 30% são favoráveis à venda de empresas do governo (privatizações); e apenas 19% aprovam ao aumento da idade de aposentadoria. Para a pesquisa, o Instituto FSB entrevistou, por telefone, 2.000 eleitores com idade a partir de 16 anos, nos 27 estados. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com o número BR 03689/2018.

(Rodrigo Guadagnim)