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Ex-assessor de José Janene é condenado em ação penal da Lava Jato
Folhapress
02/12/2016 22h00
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ESTELITA HASS CARAZZAI

CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - Ex-assessor do deputado José Janene, João Cláudio Genu foi condenado nesta sexta (2) a oito anos e oito meses de prisão por envolvimento no esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.

Ele é acusado de ter recebido pelo menos R$ 4,3 milhões em propina da Petrobras, além de quantias em dólar e em euro.

Genu, que está preso em Curitiba, também operou o esquema junto com o doleiro Alberto Youssef, após a morte de Janene -um dos líderes do PP e que detinha a indicação da diretoria de Abastecimento da estatal.

Na sentença, o juiz Sergio Moro afirma que há provas "acima de qualquer dúvida razoável".

"João Cláudio Genu, como ele mesmo confessa, tinha pleno conhecimento das propinas pagas pelas empresas fornecedoras da Petrobras a Paulo Roberto Costa e aos agentes políticos, entre eles parlamentares federais, do Partido Progressista, mas mesmo assim concordou em intermediar pagamentos, além de receber parcela em benefício próprio", escreve o juiz.

Entre as provas mencionadas pelo juiz, estão registros de pagamentos a Genu em planilhas de Youssef e seus funcionários, além do depoimento de delatores da operação e da própria confissão do réu durante o processo.

Genu, também condenado no escândalo do mensalão, admitiu parte dos crimes, dizendo que acompanhou Janene em reuniões com empreiteiras e com o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, para tratar de propina. Disse receber, na época, R$ 50 mil por mês, e afirmou ter repassado dinheiro também a Costa.

O ex-assessor foi considerado culpado de corrupção e associação criminosa.

Foi absolvido, porém, da acusação de lavagem de dinheiro pela compra de joias à sua esposa -Moro considerou que não havia prova suficiente de que ele possuía as joias, já que ele negou a compra e que as notas fiscais apresentadas pela acusação não eram nominais, nem tinham a descrição das peças.

Também foi condenado Rafael Ângulo Lopez, ex-funcionário de Youssef, que fazia pagamentos de propina a Genu e a outros agentes públicos. Delator da Lava Jato, ele cumpre pena em regime aberto diferenciado.

Um antigo sócio de Genu, Lucas Amorim Alves, que recebeu parte dos pagamentos para o ex-assessor, foi absolvido por falta de provas de que tenha agido com dolo.

A defesa de Genu informou que irá recorrer da decisão.

 
 
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