,
Clique e
assine o JP
Televendas: 3428-4190
Classificados: 3428-4140
Comercial: 3428-4150
Redação: 3428-4170
Últimas notícias:
  • Giovanna Ewbank fala sobre casamento e tempo em que se separou de Bruno Gagliasso
  • Unimep se prepara para receber evento
  • Falta de iluminação preocupa moradores

Reforma da Previdência deve ser aprovada até maio, diz Meirelles
Da Redação
17/03/2017 11h07
  |      
ENVIAR     IMPRIMIR     COMENTE              
 
Untitled-4.jpg

Segundo Meirelles,Câmara aprova reforma no 1º semestre e Senado no 2º semestre. (Foto: Renato Costa/Estadão Conteúdo)

Já contando com a possibilidade de algum atraso, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, previu ontem, em Frankfurt, que a reforma da Previdência será aprovada pela Câmara dos Deputados até maio — a expectativa inicial é que o aval dos parlamentares seja concedido em abril, mas ele já considerou a possibilidade de alguma necessidade de postergação.

A aprovação no Senado, conforme Meirelles, deve se dar no início do segundo semestre deste ano, considerando que se trata de uma casa com menos parlamentares e que, portanto, os trâmites tendem a ser mais rápidos.

As previsões do ministro foram apresentadas um dia depois de protestos contra a mudança nas regras da aposentadoria em várias regiões do País. Ele argumentou que não adianta manter as regras atuais e ter um sistema previdenciário falido, que não tem condições de cumprir suas obrigações.

“Vimos isso acontecer aqui na Europa e também em alguns Estados no Brasil. Isso é uma coisa que prejudica todos”, disse para jornalistas após participar de um seminário na Alemanha.

Mais cedo, ao canal de notícias CNBC, Meirelles já havia dito que o Brasil tem mostrado que agora está caminhando para a direção certa.

“As reformas estão ocorrendo”, afirmou. “Todas as reformas devem ser aprovadas no segundo semestre deste ano”, previu.

Além da Previdência, o ministro citou também as reformas tributária, de trabalho e da educação.

DISCUSSÕES — O ministro da Fazenda afirmou que, apesar do descontentamento popular e dos protestos recentes no Brasil contra a reforma da Previdência, as conversas com partidos e no Congresso ‘estão indo bem’, de acordo com ele.

“Demonstrações como esta fazem parte da democracia”, afirmou.

“O importante é que o debate no Congresso está indo para frente”, continuou, destacando que a reforma da Previdência é um desafio importante em todos os países.

Durante Conferência do IIF (Instituto Internacional de Finanças) sobre o G-20, em Frankfurt: A agenda do G-20 sob a presidência da Alemanha, Meirelles também descreveu que o Ministério da Fazenda foi invadido por algumas horas na quarta-feira.

Os manifestantes, no entanto, não chegaram ao gabinete.

O ministro aproveitou o seminário para explicar a importância da aprovação da PEC do teto dos gastos pelo Congresso para as finanças do governo. Ele enfatizou que a relação dos gastos públicos com o PIB (Produto Interno Bruto) praticamente dobrou nos últimos 25 anos passando de 10% para pouco mais de 19%.

“Essa tendência, evidentemente, ficou mais clara nos últimos dois anos, quando houve aceleração, que não foi sustentável”, disse, em relação ao governo de Dilma Rousseff. Com a PEC, de acordo com ele, haverá uma tendência importante de reversão.

ELEIÇÕES — Meirelles afastou a possibilidade de que a disputa eleitoral de 2018 seja uma ameaça para as reformas que o governo quer implantar ainda deste ano: Previdência, trabalhista, tributária e de Educação.

“A maioria dos candidatos é do centro ou do centro-direita e eles são favoráveis às reformas”, afirmou Meirelles. “Claro que o PT do Lula fala contra a reforma. Ele falou em São Paulo ontem; foi uma das coisas que ele falou.”

O ministro afirmou, no entanto, que, mesmo na hipótese de o ex-presidente Lula vencer o pleito, dificilmente haverá impacto na reforma da Previdência, por exemplo.

Isso porque o ex -presidente, de acordo com Meirelles, possui um histórico de moderação.

O atual ministro foi presidente do Banco Central durante todo o mandato de Lula como presidente de 2003 a 2010.

Ao descrever os candidatos que aparecem mais bem posicionados nas pesquisas, Meirelles citou o prefeito de São Paulo, João Doria. “Ele está subindo muito forte”, considerou.

Para Meirelles, o maior desafio no Brasil atualmente é a Educação, que possui reflexos sobre a produtividade. De acordo com ele, alunos se debruçam por muito tempo sobre áreas que não têm efetividade prática.

 
 
Voltar

Comentários

Nome:
E-mail:
Comentário:
 

  • Seja o primeiro a comentar