Busca por fluência amplia procura por escolas bilíngues

No Colégio COC, ensino bilíngue começa no berçário. (Foto: Amanda Vieira)

Apesar das inúmeras escolas de idiomas existentes no País, apenas 1% dos brasileiros é fluente em inglês, segundo estudo feito pelo Conselho Britânico. Esse dado, surpreendente e alarmante, uma vez que o domínio da segunda língua é cada vez mais cobrado em diferentes profissões, contribuiu para o crescimento das escolas bilíngues no Brasil em cerca de 10% desde 2014, conforme levantamento da Abebi (Associação Brasileira do Ensino Bilíngue).

Enquanto em escolas de idiomas o aluno passa, em média, três horas por semana focado na aprendizagem de uma nova língua, nas instituições bilíngues o estudante está imerso nesse novo idioma em diferentes situações. A criança aprende o idioma enquanto o utiliza no cotidiano escolar, em atividades como brincar, cantar e desenhar, assim como durante o aprendizado de disciplinas como matemática, história e geografia.

Entre os benefícios do bilinguismo, a coordenadora pedagógica bilíngue do Colégio Liceu, Joelma Blandy, destaca maior desenvoltura durante uma conversa, ou seja, maior capacidade de se fazer entender; facilidade em aprender e se adaptar a idiomas diferentes; e eficácia na resolução de problemas, no controle da atenção e na execução de tarefas não-verbais.

A docente aponta, ainda, que as vantagens de ser bilíngue vão além do mundo dos negócios e se estendem aos âmbitos da saúde e da capacidade de comunicação. “A longo prazo, funciona como uma espécie de proteção cerebral: problemas relacionados à demência e ao Alzheimer demoram mais para aparecer entre bilíngues”, diz.

No Colégio COC, os alunos são estimulados a partir dos 6 meses de idade, no berçário. Na educação infantil, tudo é ensinado de maneira lúdica para que a criança tenha prazer em fazer a atividade, explica o diretor administrativo da instituição, Edvaldo Alberto Zago.

“Nessa fase, o cérebro se desenvolve com muita rapidez e os estímulos externos aumentam as conexões neuronais, facilitando o aprendizado. Quanto mais nova é a criança, os resultados são melhores”, defende o diretor.

Do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, as aulas de inglês são diárias com foco na comunicação e compreensão oral e verbal, sem deixar de lado as habilidades de leitura e escrita. Do 6º ao 9º ano, o aprendizado é consolidado para que os estudantes possam ingressar no ensino médio com fluência no idioma e conhecimento gramatical.

Ana Carolina Leal

Especial para o Jornal de Piracicaba