Caldeira explode em empresa de Piracicaba

explosão Incêndio foi controlado depois de duas horas pelos bombeiros. ( Foto: Claudinho Coradini/JP )

Uma explosão em uma caldeira da empresa de produtos químicos Quimpil, no bairro Unileste, provocou um incêndio no início da noite de anteontem. Os bombeiros demoraram aproximadamente duas horas para conter o fogo. Dois funcionários estavam no interior da empresa durante o ocorrido, mas trabalhavam em um setor longe das caldeiras.

O comandante de dois postos dos bombeiros de Piracicaba, tenente Alexandre Garcia, disse que foi realizado o combate com três linhas de incêndio, sendo uma das linhas montadas com o próprio sistema da empresa. “Acionamos o sistema de comando de emergência e empregamos o combate com espuma, por conta do incêndio em líquidos inflamáveis”, afirmou Garcia.

De acordo com os bombeiros, as primeiras equipes chegaram à empresa por volta das 19h. O incêndio ficou concentrado em uma caldeira, não atingiu outros locais da empresa. Quinze bombeiros usaram três viaturas de combate a incêndios para realizarem os primeiros atendimentos e, depois, continuaram o trabalho de rescaldo após o combate com espuma e o resfriamento do local para evitar que as chamas se espalhassem.

“Alguns funcionários perceberam que a caldeira não estava resfriando e já saíram do local”, comentou um dos bombeiros, que não quis se identificar, mas atuou no combate ao incêndio.
A reportagem do Jornal de Piracicaba entrou em contato com a empresa, um diretor, que também não quis se identificar, disse que a empresa ainda está fazendo o levantamento dos eventuais prejuízos, mas não estavam autorizados a informar mais detalhes sobre o ocorrido. Como não teve vítimas, o boletim de ocorrência sobre a explosão seguida de incêndio não foi registrado na Polícia Civil.

SUSTO — Alguns moradores do bairro ficaram assustados com o ocorrido. “Estava em casa, quando ouvi um barulho muito grande. Da janela do meu apartamento foi possível ver a fumaça preta e ainda dava para ver o fogo que estava bem alto”, comentou um aposentado de 74 anos.

(Cristiani Azanha)