Câmara cobra posicionamento da prefeitura sobre denúncias de servidores do Semae

Problemas relacionados ao Semae acontecem há 3 meses (Foto: Claudinho Coradini/JP) Problemas relacionados ao Semae acontecem há 3 meses (Foto: Claudinho Coradini/JP)

O presidente da Câmara de Vereadores de Piracicaba, Gilmar Rotta (MDB), enviou ontem um ofício à prefeitura pedindo um posicionamento do Executivo quanto as denúncias apresentadas por dois servidores do Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto). O documento seguiu com cópias de reportagens e vídeo das declarações de Ana Paula Classere e José Carlos Magazine, que ocuparam a tribuna em 28 de fevereiro para apresentar uma série de problemas relacionados à autarquia.

No documento, Rotta destaca que, “diante das informações trazidas pelos servidores, é preciso que o Legislativo seja informado sobre o posicionamento da prefeitura sobre as questões e também os encaminhamentos internos adotados pelo Executivo”. O presidente da Câmara afirmou que o esclarecimento é importante para que outros vereadores recebam a informação, como também a população.
Na ocasião Ana Paula Classere relatou ameaças e perseguições aos servidores do Semae e afirmou que o presidente José Rubens “não aceita conversa e é prepotente”.

INVESTIGAÇÃO

O coordenador da ONG (Organização Não Governamental) MJP (Movimento Juntos por Piracicaba), Edvaldo Brito, disse ontem que a população quer medidas mais eficazes e práticas do Poder Legislativo. “De nada adianta essa troca de ofícios e correspondências entre prefeitura e Câmara, o povo não quer assistir teatro, quer ver o que vai ser feito na realidade”, cobrou. Os problemas relacionados ao abastecimento de água motivaram discussões na Câmara desde o início do ano, antes mesmo do término do recesso parlamentar. Em 1º de fevereiro, um grupo liderado pela deputada Maria Izabel de Azevedo Noronha, a Bebel (PT), apresentou à Mesa Diretora 1.200 assinaturas solicitando audiência pública, que foi realizada no dia 20.

Dias depois Brito protocolou um documento com 4.000 assinaturas cobrando a abertura, pela Casa, de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), a proposta foi rejeitada por 12 vereadores.

Na sessão de hoje, Brito adiantou que a população vai cobrar a instauração da CPI. “A cobrança será feira diretamente à Mesa Diretora”, afirmou.

Beto Silva