Câmara investiga chefe de gabinete de Barjas

O presidente da Câmara de Piracicaba, Matheus Erler (PTB), determinou ontem a abertura de uma sindicância para investigar o chefe de gabinete do prefeito Barjas Negri (PSDB), Miromar Aparecido Rosa. A suspeita é de que ele — que é funcionário concursado do Legislativo — tenha recebido dos dois órgãos no início do ano passado. 
 
Rosa pediu afastamento do seu cargo efetivo para exercer o comissionado no início de janeiro de 2017. Na oportunidade, o Departamento Jurídico do Legislativo expediu parecer quanto à possibilidade de conceder licença especial com ou sem vencimentos. Tendo aceitado a licença com vencimentos, na mesma data, o Departamento Jurídico alertou sobre a impossibilidade de acumulação de remunerações. Em 3 de março, o servidor oficiou à presidência da Câmara que os vencimentos salariais não fossem mais pagos pelo Legislativo, mas somente pelo Executivo.
 
A Câmara entende que o Departamento de Recursos Humanos da prefeitura deve esclarecer se o servidor acumulou duas remunerações Caso tenha ocorrido, é necessária a devolução. Os três servidores da comissão terão 30 dias para concluir as apurações. 
 
Em nota, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que Miromar já restitiu uma quantia aos cofres públicos e o fará novamente se a comissão concluir que algo foi recebido indevidamente.“Miromar Rosa disse que está à disposição para comissão para responder às dúvidas. Já no final do ano 2016, ele foi convidado para assumir o cargo de chefe de Gabinete. Em janeiro de 2017, pediu o afastamento da Câmara sem prejuízo de vencimentos, o que foi deliberado pela Mesa Diretora. Posteriormente, o procurador-geral, Milton Sérgio Bissoli, pediu o afastamento com prejuízo de vencimentos. O que também foi deferido pela Mesa Diretora. Logo que detectado o erro, num valor de cerca de R$ 5 mil, ele promoveu a devolução recolhendo aos cofres públicos. Se houver qualquer outra diferença, ele fará o ressarcimento”, traz nota da prefeitur.