Câmara vai discutir Plano Diretor em três audiências públicas

Intenção é dar transparência e trazer a população para discutir temas que definirão o futuro da cidade. (foto: Fabrice Desmonts)

A Câmara de Vereadores de Piracicaba vai realizar ao menos três audiências públicas para discutir, com a sociedade, as alterações feitas pela prefeitura no Plano Diretor do Município. A Casa recebeu ontem do prefeito Barjas Negri (PSDB) o projeto de lei que trata da revisão do PDM. “Estamos recebendo hoje o Plano Diretor e, agora, vamos colocar à disposição da população, com uma discussão totalmente transparente, para que tirem dúvidas”, disse presidente Gilmar Rotta (MDB).

Vamos discutir com os vereadores, com a sociedade civil, enfim, não teremos prazo para colocar em votação”, acrescentou, ao lembrar que, no mínimo, serão três audiências públicas e, ainda, outras que poderão ser chamadas pelas comissões permanentes da Câmara.

Redigido em 2006, a partir da aprovação do Estatuto das Cidades, o Plano Diretor define a ocupação do solo, a partir das características do município, das necessidades de desenvolvimento e proteção ambiental. Pela primeira vez, será revisado, prevendo a cidade para os próximos dez anos.

O prefeito Barjas Negri pediu o empenho da Câmara para discutir ao longo do próximo semestre e votar até o final do ano. “A cidade já tem um Plano Diretor, que nos trouxe até aqui, e agora tem várias propostas e modificações para que a gente possa dar um norte para a sustentabilidade da cidade, com criação de parques lineares e estímulo para que possa construir mais unidades habitacionais horizontais”, disse.

O tucano falou que espera que cada comissão permanente da Casa faça audiência pública, “para que redija as emendas que permitam corrigir o texto para que a gente possa ter um novo Plano Diretor”, afirmou.

O diretor-presidente do Ipplap (Instituto de Pesquisa e Planejamento de Piracicaba), Arthur Ribeiro disse que, dentre as principais preocupações, está a proteção de bacias hidrográficas consideradas produtoras de água. “Deixamos muito clara uma faixa mostrando a preservação em função de quatro bacias que podem abastecer cerca de 100 mil pessoas, então, pensando no futuro, definimos que não poderá adensar nesta região,” afirmou.

Da Redação