Camolesi tentará vaga na Assembléia Legislativa de SP

vaga Camolesi disse que fez um mandato coletivo. (Claudinho Coradini/JP)

Dono de votação que o colocou na condição sétimo candidato a vereador mais votado de Piracicaba, Paulo Camolesi amargou a frustração de não conseguir a reeleição em virtude de a coligação dele não ter atingido o quociente eleitoral. Ele, no entanto, tentará novamente a vida pública. Camolesi visitou ontem à tarde a redação do Jornal de Piracicaba para lançar a pré-candidatura a deputado estadual pelo partido Rede Sustentabilidade.

Caso chegue ao parlamento estadual, diz que irá manter a mesma postura de fiscalizador atento do Poder Executivo adotada no período em que esteve vereador, além de levar para a esfera estadual a proposta de conduzir de forma coletiva o mandato, a exemplo do que afirma ter feito no Legislativo piracicabano.

“Meu maior orgulho como vereador foi o de ter trazido o povo para dentro do parlamento e desempenhado um mandato coletivo”, afirmou ele, que garante ter consultado a opinião do grupo que o apoia sobre todos os projetos debatidos na Casa, enquanto foi vereador. Piracicabano do antigo bairro rural do Rolador (região hoje urbanizada que compreende o bairro Ipanema, onde ele vive até hoje), Camolesi tem 65 anos e é torneiro mecânico aposentado. Aprendeu o ofício na juventude em curso do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), depois de ter trabalhado desde criança nas propriedades rurais dos familiares. Desde os 17 anos, atua em comunidades da Igreja Católica.

A militância política começou em 2006, quando ele e amigos formaram um grupo para se reunir semanalmente, fazer uma oração e debater questões sociais e problemas da cidade. Concluíram que, para promover as mudanças e benfeitorias que almejavam, necessitariam participar ativamente da política. Surgiu então a ideia de o grupo lançar um representante como candidato a vereador para desempenhar mandato coletivo. A primeira tentativa se deu na eleição de 2008. Camolesi teve 1.700 votos e não foi eleito. Em 2012, o grupo o elegeu com 2.414 votos.

Assumiu com o compromisso de não aceitar receber o reajuste de 66% no salário (foi de R$ 6.568 para R$ 10.900), aprovado pela gestão anterior e que passaria a vigorar partir no início do mandato dele. Afirma ter depositado a diferença em uma conta judicial e diz ter sofrido pressão por conta desta postura e de outras que, segundo ele, teriam incomodado os colegas de parlamento.

 

(Rodrigo Guadagnim)