Campanha arrecadou 15 quilos de cabelo em ação no shopping

Foram arrecadados 212 mechas, que equivalem a 15 quilos de cabelo que serão transformados em perucas. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

A 2ª edição Fios de Vida promovida pelo Hospital dos Fornecedores de Cana de Piracicaba, em parceria com a Cabelovers e Rene Moraes Cabelereiros, arrecadou 212 mechas, que equivalem a 15 quilos de cabelo que serão transformados em perucas. No ano passado foram arrecadadas 156 mechas que se transformaram em 50 perucas. A ação também teve apoio do Jornal de Piracicaba e revista Arraso.

A campanha Fios de Vida surgiu com a vontade de levar autoestima para as mulheres que estão em tratamento contra o câncer. “O projeto conta com a parceria do Salão de cabeleireiros Rene Moraes, que durante as ações corta os cabelos gratuitamente das pessoas que querem doar e todo cabelo arrecadado é destinado para a Ong Cabelovers, que é responsável por confeccionar as perucas e entregar para as pacientes do Centro de Oncologia do HFC”, explicou a coordenadora da qualidade do HFC, Juliana Mazzoneto.

“Doar é se entregar, se dedicar, é um ato de amor ao próximo. Diante de tantos significados fortes que podem mudar a vida de alguém, o HFC incentiva e apoia a doação de cabelos para as pessoas em tratamento contra o câncer”, disse o presidente do HFC, José Coral.

Este ano, a campanha trouxe a história de duas mulheres guerreiras, que sabem e sentem o valor da doação.

De um lado Karla Thais Domingos, de 25 anos, que em outubro do ano passado descobriu um tumor. Ela foi diagnosticada com condrossarcoma mesenquimal na escapula direita e metástase no pulmão, começou o tratamento em maio deste ano e depois das primeiras sessões de quimioterapia o cabelo começou a cair. “Era uma sensação estranha, sentia que faltava um pedaço de mim. Tive muito medo. Eu olhava no espelho para tentar me reconhecer, mas eu estava perdida. A gente cai na real que tem um câncer quando começa a perder o seu cabelo”.

Do outro lado, Ana Paula Oliveira, que sempre teve cabelo longo, sentiu que era hora de doar. “Tenho vontade de ir lá e tirar a dor das pessoas com mão, e eu não consigo fazer isso, não me compete. Agora saber que o meu cabelo vai fazer a alegria de outra pessoa, que lindo, que gostoso saber que eu posso fazer isso por alguém”, disse.

Ao receber sua peruca, Karla era só sorrisos e, ao olhar no espelho e se sentir bonita, se reconheceu novamente. “A autoestima sobe, você se sente empoderada. É muito gostoso se sentir bonita de novo. A pessoa que doa, as vezes não sabe, mas ela devolve a autoestima para a mulher, era o que faltava para a mulher se sentir bonita novamente”, lembrou.

“Um ato que não custa nada, custa o preço do desapego. Cabelo cresce. Saber que para algumas pessoas é só um cabelo, mas para quem perdeu significa o resgate da identificação”, concluiu Ana Paula.

Da Redação