Campanha Donde Eu Vim termina na próxima semana

A campanha de financiamento coletivo na plataforma Benfeitoria para cobrir os custos da gravação, mixagem, masterização e prensagem de mil CDs do projeto Donde Eu Vim, da cantora piracicabana Thereza Alves, termina em uma semana. Este é o primeiro disco com composições feitas exclusivamente para ela, que está no auge de seus 60 anos de carreira e é conhecida como Pérola Negra. Até ontem, 21% da meta, que é de R$ 20 mil, haviam sido arrecadados, com a participação de 36 benfeitores. Quem desejar colaborar pode escolher entre 13 recompensas — os valores variam de R$ 30 a R$ 4.000 —, como ingressos para o show de lançamento do trabalho ou um show em uma empresa. Donde Eu Vim está previsto para ser lançado em março. O site do financiamento é: www.benfeitoria.com/ dondeeuvim.
 
Donde Eu Vim é um registro histórico da carreira de Thereza Alves pelos olhos de artistas que convivem com ela e a admiram. Estela Manfrinato assina a direção artística do disco. O músico e compositor Saulo Ligo é responsável pela direção e produção musical e, ao lado do também compositor André Bertini, assina parte das músicas interpretadas por Thereza. Os arranjos foram divididos entre Diego Garbin, Pedro Paes, João Camareiro e Jayme Vignoli. O CD ainda conta com a participação dos músicos André Grella (piano), Junior Chiaparini (baixo acústico), Wagner Silva (bateria) e do multi-instrumentista Alessandro Penezzi.
 
De acordo com Bertini, o disco terá entre 10 e 12 canções. Sete ou oito são parcerias entre ele e Ligo, e as demais de outros músicos convidados. A sonoridade ficará por conta do samba, foxtrote, bolero e valsa. A letra da música que dá nome ao CD foi composta por Bertini. “Saulo Ligo me mandou a melodia e pediu para que me inspirasse em uma Piracicaba antiga, cercada de cana, atenta às músicas da rádio, tempo do trem da Sorocabana. Um tempo que vai se perdendo com a chegada do progresso. E a Thereza se identificou bastante com a canção, fato que nos honrou e emocionou muito”, afirmou.
 
Para o músico, Thereza é um patrimônio da cidade e da música popular como um todo. “Ela surgiu na era de ouro da rádio, foi comparada a gigantes da época, criou uma família incrível e foi teimosa para vencer inúmeros preconceitos. Quando sobe ao palco e abre a voz, para mim, é nítido que toda essa vivência está ali, naquelas notas. Contribuir para esse registro é algo extremamente prazeroso e que me enche de felicidade. E a Thereza está no auge, pode apostar”, frisou Bertini.