Campanha “Mexeu com uma, mexeu com todas” é lançada em Piracicaba

Representantes da DDM e da Guarda Civil discutem sobre a nova campanha (Foto: Claudinho Coradini/JP) Representantes da DDM e da Guarda Civil discutem sobre a nova campanha (Foto: Claudinho Coradini/JP)

A Campanha “Mexeu com uma, mexeu com todas” que visa incentivas as denúncias relacionadas à agressões contra a mulher, foi lançada nesta sexta-feira (08) durante a comemoração dos dois anos de atividade da Patrulha Maria da Penha, na sede da Guarda Civil. Na ocasião, o prefeito Barjas Negri (PSDB) assinou o decreto que formaliza a Patrulha Maria da Penha no município. Somente na cidade de Piracicaba, durante o período de atividades a Patrulha recebeu em média um novo pedido de acompanhamento de medida protetiva por dia, realizou 17.080 rondas e prendeu 23 agressores em flagrante.

A comandante da Guarda Civil Lucineide Aparecida Maciel Corrêa disse que a cada ano tem percebido o aumento da procura das mulheres e reforça a necessidade de que continuem denunciando os seus agressores através do telefone 153.

A campanha surgiu da necessidade de enfatizar que a mulher deve denunciar o seu agressor, pois percebemos que muitas ainda tentam justificar a agressão como elas mesmas teriam dado causa. Não se pode tolerar um relacionamento abusivo que se estendem também aos filhos”, disse a comandante.

A coordenadora da Patrulha Maria da Penha, Sônia Pateis disse que as equipes se dividem no atendimento as mulheres assistidas. “Durante as visitas, as equipes conhecem da rotina e acompanhamento da denúncia do agressor que pode ser do marido, ex-namorado, como também filhos que agridem os pais e netos que são os agressores dos avós. Tudo isso 24 horas por dia”, enfatizou Sônia.

A maioria dos casos dos flagrantes realizados pela Patrulha são de agressores que descumprem as medidas protetivas e acabam sendo presos.

Para a delegada da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) Monalisa Fernandes dos Santos, a Patrulha exerce um papel importante na fiscalização da medida protetiva. “Desde a implantação da Lei Maria da Penha (Lei Federal 11.340/2006) havia medida protetiva, mas não tinha fiscalização. Após a implantação da Patrulha percebemos que as mulheres se encorajaram em registrar o descumprimento, pois antes, o mesmo agressor não obedeciam a medida protetiva seguidas vezes, mas a mulher não informava. Hoje essa situação mudou, pois o descumprimento nos permite fazer a prisão em flagrante”, disse a delegada.

Cristiani Azanha