sexta-feira, 19 de setembro de 2014
  

Gil grava DVD com orquestra sinfônica

Folhapress
terça-feira, 29 de maio de 2012 20h29

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Em noite de Theatro Municipal lotado e com inúmeras celebridades, Gilberto Gil celebrou ontem seus 70 anos acompanhado da Orquestra Petrobras Sinfônica, em um show que incluiu desde seu repertório dos anos 1960 ("Eu Vim da Bahia", "Domingo no Parque") até a recente e inédita "Eu Descobri", e que foi registrado pela Conspiração Filmes (com direção de Andrucha Waddington) para lançamento em DVD e CD.
A apresentação foi uma versão encorpada da atual turnê do baiano, "Concerto de Cordas e Máquinas de Ritmo", que passou por Salvador e Belo Horizonte e segue para a Europa no mês que vem.
Nela, Gil é acompanhado por seu filho Bem Gil (violão), Jaques Morelenbaum (violoncelo), Nicolas Krassik (violino) e Gustavo Di Dalva (percussão); na segunda-feira, somou-se à banda Eduardo Manso, responsável pelos efeitos eletrônicos, e a orquestra sinfônica -ora regida por Morelenbaum, ora pelo maestro Carlos Prazeres.
Sentado ao centro do palco, com seu violão, cercado pelos músicos e pelas câmeras, Gil mostrou-se visivelmente emocionado em alguns momentos, empolgado em outros. Abriu a noite com "Máquina de Ritmo" (de "Banda Larga Cordel", 2008) e foi alternando canções mais recentes e mais antigas, sucessos e faixas mais obscuras (como a boa "Futurível", feita "quando eu me encontrava preso na cela de uma cadeia", como disse ao público, citando Caetano), além de canções de alguns de seus ídolos: Caymmi ("Saudade da Bahia"), Jobim ("Outra Vez"), Gonzaga ("Juazeiro") e Hendrix ("Up from the Skies").
Alternava também a participação de seus acompanhantes: ora tocavam orquestra e banda, ora apenas a banda (como na indefectível "Expresso 2222", sempre um dos melhores números de seus shows).
Houve ainda um belo dueto com Morelenbaum, violão e violoncelo dividindo "Lamento Sertanejo", e um solo de Gil, praticamente a cappella (acompanhado apenas por suas batidas no violão), na solene "Não Tenho Medo da Morte" (que o público achou mais engraçada do que grave).
A participação da sinfônica foi particularmente notável em dois clássicos já originalmente orquestrados, "Domingo no Parque" e "Panis et Circensis"; as novas versões, diferentes das célebres gravações feitas com o maestro Rogério Duprat, mantiveram o vigor das canções e foram dois dos momentos mais aplaudidos da noite.
Nas músicas em que a orquestração era novidade, os resultados foram mistos: bem-sucedidos na balada "Estrela", que manteve sua delicadeza, nem tanto em "Andar com Fé", tradicionalmente uma canção que o público acompanha em coro e com palmas, mas que ficou um tanto engessada e formal, mais fria que de hábito.
Gil encerrou o show com a instrumental "Um Abraço no João" -inspirada em "Um Abraço no Bonfá", de João Gilberto, como ele explicou- e, por conta da gravação, repetiu "Domingo no Parque" e "Estrela".
Confira o repertório do show:
"Máquina de Ritmo" (Gilberto Gil)
"Eu vim da Bahia" (Gilberto Gil)
"Domingo no Parque" (Gilberto Gil)
"Estrela" (Gilberto Gil)
"Quatro Coisas" (Gilberto Gil)
"Quanta" (Gilberto Gil)
"Futurível" (Gilberto Gil)
"Eu Descobri" (Gilberto Gil)
"Saudade da Bahia" (Dorival Caymmi)
"Outra Vez" (Tom Jobim)
"Não Tenho Medo da Morte" (Gilberto Gil)
"Lamento Sertanejo" (Gilberto Gil e Dominguinhos)
"Juazeiro" (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira)
"Up from the Skies" (Jimi Hendrix)
"Tres Palabras" (Javier Solis)
"La Renaissance Africaine" (Gilberto Gil)
"Panis et Circensis" (Gilberto Gil e Caetano Veloso)
"Oriente" (Gilberto Gil)
"Expresso 2222" (Gilberto Gil)
"Andar com Fé" (Gilberto Gil)
"Um Abraço no João" (Gilberto Gil)
 



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