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quarta-feira, 22 de agosto de 2012 12h58

Felício, governo participativo e aberto

Professor da rede estadual de ensino, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação e da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) e, por dois mandatos, deputado estadual. Essas são algumas das atribuições acumuladas por Roberto Felício, 60, candidato à Prefeitura de Piracicaba pelo PT.

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Mais do que a experiência pessoal, Felício reivindica uma ideia coletiva de partido. “O PT governou a cidade por duas vezes com o Machado. Temos ainda exemplos de sucesso nacional com o ex-presidente Lula e a atual presidente Dilma. E eu quero governar Piracicaba para colocar o município em compasso com o desenvolvimento econômico do Brasil”, destacou ele, que, se eleito, buscará priorizar uma gestão participativa.

“Queremos ouvir a população e, para isso, é preciso reinventar o diálogo com a juventude, a Terceira Idade, e agir também na periferia”.

Por que o senhor acha que faria a diferença sendo prefeito do município?

Eu não sei se quero fazer a diferença. Eu acho que a cidade é boa, bonita e pujante do ponto de vista econômico e cultural, mas essa riqueza não é resultado do mandato de um prefeito e, sim, gerada por todos, trabalhadores dos diferentes setores. O que eu quero é favorecer tudo isso e não fazer a diferença. Afinal, o administrador público precisa ser um facilitador para que as pessoas realizem os seus sonhos.

O senhor pretende recuperar alguma marca deixada pelo governo do ex-prefeito José Machado (PT)?

Todos os ex-prefeitos tiveram muitos acertos como também os seus erros. Eu quero olhar os bons exemplos e lições de cada um. Mas acho que o Machado tem um diferencial importante, o social. Um programa como o Bolsa Família possibilita que se faça justiça social. E nós queremos usar o orçamento municipal de R$ 1,1 bilhão para promover essa justiça e o desenvolvimento econômico, com serviços de saúde e educação de qualidade. Nós vamos fazer até complemento de renda. Em vez de a prefeitura só cadastrar pessoas para o governo federal pagar o Bolsa Família, o nosso orçamento será um complemento a essas famílias.

Quais são suas propostas para dar uma saúde de qualidade à população e para atrair mais médicos à rede pública?

Nós precisamos construir novas unidades de atendimento e um hospital voltado aos dependentes químicos. Sabemos que a juventude é muito mais assediada pelos narcotraficantes que os demais membros da população por ser considerada “alvo mais fácil”. Há ainda a necessidade urgente de um número maior de profissionais de saúde à disposição da rede pública. Para isso, vamos implantar plano de carreira, cargos e salários para os profissionais.

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Reportagem: Paola Ribeiro  |   Foto: M. Germano/JP
 
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