quinta-feira, 24 de julho de 2014
  

Madalena é ameaçada de morte caso assuma no dia 1º de janeiro

Iuri Botão
quarta-feira, 17 de outubro de 2012 8h58

A+  |  A-     
ENVIAR      IMPRIMIR          
Foto: Pauléo/JP
Eleita vereadora de Piracicaba no dia 7 de outubro, a transexual Madalena, 57, foi até a polícia na terça (16/10) denunciar ameaças de morte. Os telefonemas à casa da líder comunitária começaram no dia 8 e na segunda (15/10) indivíduos num carro não identificado a fotografaram enquanto caminhava na rua.

Acompanhada de diretores da Câmara de Vereadores, ela fez um Boletim de Ocorrência no 5º DP (Distrito Policial). A polícia investiga o caso para identificar os autores.

A primeira ligação foi na segunda- feira, 8. “Ligaram na minha casa às 4h15, eu estava dormindo e quando atendi falaram ‘você pensa que vai assumir a cadeira no dia 1º de janeiro? Você não vai não’. Quis saber quem era, a pessoa não disse e começou a xingar, falar barbaridades mesmo. Eu comecei a chorar e desliguei. Tocou novamente e, quando atendi, falaram ‘você toma muito cuidado que nós não estamos brincando, estamos falando sério. Sabemos a hora que você sai do serviço, a hora que chega’, e falando barbaridades”, relatou Madalena, que também recebeu telefonemas na madrugada e no fim da tarde do dia 9.

Embora as investigações da polícia ainda nem tenham começado, a hipótese de que as ameaças tenham motivação homofóbica foi descartada pela vereadora, que acredita em crime político. “Me disseram ao telefone: ‘ninguém concorda com o número (de votos) que você teve, e os outros com um número baixo’. Acho que é alguém que foi candidato a vereador e perdeu para mim, ou candidato que entrou com pouco voto. Um vizinho comentou que havia um boato na Rua do Porto de que não me deixariam assumir”, afirmou a vereadora, eleita com 3.035 votos pelo PSDB.

Madalena, cujo nome verdadeiro é Luis Antônio Leite, disse que estava conversando com uma amiga na rua Governador Pedro de Toledo na tarde de segunda quando foi fotografada por pessoas num carro. A partir daí, decidiu procurar uma amiga e, depois, recorreu à Câmara de Vereadores, que disponibilizou todos os diretores para atendê-la.

O diretor jurídico da casa, Robson Soares, recomendou que a líder comunitária registrasse o Boletim de Ocorrência e a levou à delegacia ao lado do diretor de cerimonial, Evandro Evangelista.

De acordo com o delegado assistente da seccional, Ricardo Fiore, as investigações preliminares vão determinar como o caso será apurado. “Serão feitas diligências para identificar a autoria dos telefonemas, e dependendo do grau de dificuldade podemos contar com o apoio da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) para essa identificação. Qualquer afirmação sobre isso agora, porém, é muito preliminar”, afirmou.

Leia a íntegra da reportagem na edição impressa do JP ou no JP Virtual
 



 Copyright © 1995-2012
 Fundado em 4 de agosto de 1900
 Trabalhe Conosco






Assine o Jornal de Piracicaba: 19 3428 4190
Balcão Pequenos Anúncios: 19 3428 4140