sexta-feira, 24 de outubro de 2014
  

Agentes do CDP fazem comissão de greve por reivindicações

Cristiani Azanha
sexta-feira, 13 de setembro de 2013 13h51

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Foto: Arquivo/Claudinho Coradini/JP

O CDP (Centro de Detenção Provisória) de Piracicaba deverá ter montada até a próxima semana uma comissão de greve organizada pelo Sifupesp (Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo). Os agentes de segurança penitenciária reivindicam o cumprimento da data-base e a solução para problemas como superlotação carcerária e reclamam de assédio moral, falta de funcionários e convocações excessivas. A unidade atualmente conta com 1.538 presos, segundo a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária do Estado). Em menos de um mês, a população carcerária cresceu 12%. No dia 18 de agosto eram 1.372 detentos.

O baixo salário é outra reclamação. De acordo com a tabela do sindicato, um agente em São Paulo recebe R$ 2.703,90, enquanto no Distrito Federal R$ 7.514,93.

O coordenador da Sifupesp, José Edgar Machado, disse que a articulação para uma possível greve começou tendo em vista a falta de respaldo do governo do Estado. “No CDP de Piracicaba tivemos dois agentes que contraíram tuberculose dos presos, em fevereiro deste ano. Excesso de trabalho e muita responsabilidade para poucas pessoas. Pelo levantamento que fizemos, 80% das unidades prisionais estão acima da capacidade.”

Segundo ele, entre as funções da nova comissão, que será formada pelos funcionários das respectivas unidades, será a preparação para ficarem em alerta. Quando tiverem o aviso, todas as unidades do Estado irão entrar em greve ao mesmo tempo. “É complicado lidar com o crime organizado. Nossa organização precisa entrar em pauta. Mas ao mesmo tempo somos responsáveis com a segurança. Por isso, necessitamos de um tempo de preparação”, disse Edgar.

Um agente que pediu para não ser identificado comentou que as condições de trabalho estão péssimas. “Há agentes que estão trabalhando em setores administrativos, não temos respaldo, segurança, nem reconhecidos do governo.”

O diretor do sindicato, Fernando César Ferreira, informou que os representantes de todas as regiões do Estado irão fazer assembleias nas unidades. “Não estamos conseguindo conversar com o governo. Caso não tenha uma proposta efetiva, sem promessas, a greve pode ocorrer no primeiro trimestre de 2014.” 



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