Caphiv adquiri 400 testes rápidos para diagnósticos de sífilis

testes Testagens acontecem na sede da Caphiv,no centro. ( Foto: Claudinho Coradini/ JP)

A Caphiv (Centro de Apoio aos Portadores do vírus HIV/Aids e Hepatites Virais) adquiriu 400 testes rápidos para diagnóstico de sífilis. A aquisição veio por meio de parceria com a Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba), restaurante Intersul e Enactus, segundo destacou o chefe administrativo da entidade, Eliel Da Fonseca, destacando que desde 2015 a sífilis é considerada uma epidemia no país. Segundo os dados publicados em 2017 pelo Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis), do HIV/Aids e das Hepatites Virais, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, os casos de sífilis aumentaram 5.000% de 2010 a 2016. De 2015 a 2016, a sífilis adquirida teve um aumento de 27,9% enquanto que a sífilis em gestantes aumentou aproximadamente 15% de 2015 a 2016. Já em Piracicaba, de acordo com o Cedic (Centro de Doenças Infectocontagiosas) em todo o ano de 2010 foram registrados dez casos da doença, enquanto que em 2017 o número saltou para 112. Até o momento o Caphiv tem registrado 47 casos de sífilis.

Fonseca afirmou que a entidade decidiu adquirir os testes devido a carência do material na rede pública para o fornecimento para as ONGs. “Os testes que a rede pública dispõe estão preferencialmente direcionados para as testagens de mulheres grávidas (sífilis congênita). Com aquisição, os testes atingirão áreas de vulnerabilidade social focando, principalmente, nos jovens que são o público mais afetado. As testagens também acontecem na sede da entidade, na Rua Tiradentes, 404; Centro, das 8h às 17h, de modo sigiloso, indolor, rápido (15 minutos) e gratuito”, explicou.

Segundo o boletim de VEM (Vigilância Epidemiológica Municipal), de 2010 até 2017, em números absolutos, o número de infectados pela sífilis aumentou em mais de 1000% refletindo a realidade epidemiológica nacional, tendo como os principais alvo os jovens de 20 a 29 anos. Para Fonseca, a lei 13.430/2017 que instituiu, nacionalmente, o 3º sábado de setembro para o combate à Sífilis e trabalhadas pelos municípios “é uma excelente iniciativa de conscientização, porém, as ações devem ser contínuas”.

(Beto Silva)