Carrapato o grande vilão

pet Os animais hematófagos são conhecidos por causar diversas doenças no ser humano. E, infelizmente, os pets não estão imunes a estes problemas. (Foto: Divulgação)

Esses artrópodes são parasitas externos que se alojam na pele dos animais de estimação e se alimentam de seu sangue. A transmissão de enfermidades se dá, normalmente, no momento da picada, quando bactérias ou protozoários são inoculados na corrente sanguínea do cachorro.

A aplicação de produtos específicos ainda é a melhor medida preventiva contra os carrapatos. No entanto, nem sempre isso é o bastante para evitar a proliferação deles, afirma o veterinário Cauê Toscano, do Vet Quality.

Por isso, é necessário evitar passeios em lugares com muita sujeira, grama alta ou muitas folhas no chão e sempre fazer uma inspeção no pet, após ele visitar algum desses locais. O carrapato pode transmitir diversas doenças aos cães, entre elas doença de lyme (também chamada de borreliose canina, que acomete tanto os pets quanto os seres humanos), os sintomas são: dores nas articulações, desânimo e depressão; febre; falta de apetite.

O diagnóstico é feito por meio de exames de sangue que detectam a bactéria causadora do problema. Por conta disso, o tratamento é feito com o uso de antibióticos e anti-inflamatórios, além de analgésicos para aliviar a dor.

Há ainda a febre maculosa, causada pela picada do carrapato. Os sintomas envolvem: depressão, falta de apetite, sangue na urina, sangramentos atípicos (pelo nariz, por exemplo), manchas arroxeadas na pele, entre outros. O diagnóstico é feito por meio de exames de sangue, e o tratamento requer, muitas vezes, a internação para administração de fluidos e antibióticos por via intravenosa. Em alguns casos, a transfusão sanguínea é recomendada.

A babesiose também está entre as doenças causadas pelo carrapato. O parasita invade os glóbulos vermelhos do cão, destruindo-os e causando uma anemia severa. Considerada perigosa e potencialmente fatal, a babesiose requer atendimento médico urgente. O diagnóstico é feito por meio de exames específicos e o tratamento envolve medicações para destruir o agente causador, além da aplicação de fluidos e, por vezes, a transfusão sanguínea.

A erliquiose (ou erlichiose) é outra doença causada por uma bactéria. Ao contrário da babesiose, as células destruídas nesse caso são os glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do organismo. O tratamento é longo (mais de 21 dias) e envolve o uso de antibióticos. A hidratação e a utilização de medicamentos auxiliam na atenuação dos sintomas e do desconforto do animal.
A prevenção é a melhor medida para evitar as doenças. Além disso, prestar muita atenção aos sintomas e levar o pet ao veterinário com frequência faz toda a diferença, aumentando as chances de cura do animal.

(Da Redação)