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Cartas do leitor 28/12/2016
Da redação
28/12/2016 11h03
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Séfora e o marido, a vaquinha e o jumentinho Dola, retornaram para casa após ajudar a Sagrada Família a começar fugir para o Egito, pois Herodes queria matar o Menino por medo de perder o trono de Israel. Uma escuridão pálida ainda se fazia presente, nos lados de Belém, quando a Sagrada Família já ia distante em sua fuga. Para ajudá-la, a lua iluminava os atalhos e nenhuma nuvem se intrometia na luminosidade. Poderia ser 6h, quando José resolveu parar a pequena caravana para um descanso. Maria entregou o pequeno Emanuel para José e com seu próprio esforço Ela apeou. O Menino deu um gemido. Maria, com medo que Ele chorasse e pudesse chamar a atenção de alguém, sentou-se, encostou-se a uma árvore, e deu o seio para que Ele sugasse o leite materno e logo adormeceu. José tirou a sacola, acariciou o jumento, que ele havia comprado em substituição a Dola. Tirou um pão, oferta de Séfora, e ele e Maria completaram a refeição matinal com leite trazido no odre. Enquanto isso, o jumento se satisfazia comendo a relva. Depois de uma hora de repouso, José levantou-se, chamou Maria, que dera uma boa cochilada, colocou os arreios no jumento e fê-la montar com o Menino no colo. Agora, a lua estava pálida e a escuridão dava lugar à claridade do sol. O jumento caminhava lentamente e José não queria forçá-lo, pois a jornada era longa. Repentinamente, o latido de um cão assustou a todos. José puxou o jumento pela rédea fora do atalho. De entre a rústica mata, surgiram correndo dois jovens e o cão atrás deles por um bom pedaço. Seriam assaltantes? Passado o susto, José e Maria viram o cão aproximar-se deles e, abanando a cauda, roçou-se nas pernas de José como a pedir se poderia acompanhá-lo e proteger a Sagrada Família. Interessante que o cão ficou sempre ao lado de José e, às vezes, adiantava-se e vasculhava as beiradas dos caminhos. Poderia ser a hora nona, quando o cão adentrou uma pequena mata. José parou a montaria e esperou um pouco de tempo. Eis que o acompanhante da Sagrada Família voltou todo molhado e perto de José chacoalhou o corpo para se desfazer da água. José entendeu: por aí deveria haver um riacho ou córrego. Adentrou a mata e realmente sentiu e viu a presença de água. Maria, este cão deve ter sido enviado pelo Senhor! Já é a segunda vez que nos salva. Maria guardava todas essas coisas em seu coração. À beira do riacho, o jumento se dessedentou; José lavou o rosto e os pés; Maria fez o mesmo e molhou os cabelos, arregaçou as mangas da veste porque iria dar um banho no Menino. Ao ser banhado, Ele chorou de frio. No final, depois de tomarem água, encheram o odre e recomeçaram a caminhada. A noite já chegara e anunciava chuva. O cão, numa disparada veloz, separou-se do grupo, e após algum tempo, na mesma disparada voltou. José viu, então, aproximar-se um homem trazendo um lampião. Coisa do alto: o cão fora chamar essa pessoa. Depois de mesuras orientais, ele convidou a Sagrada Família para pernoitar em sua pousada. Como o tempo estivesse ruim, a Sagrada Família se hospedou aí. No dia seguinte, de manhã, todos conversavam. O Menino engatinhava no chão junto com o filho desse senhor. Os dois meninos, sorrateiramente, saíram da casa e se enlamearam numa poça de água. Maria e a mãe, rindo, colocaram os dois numa mesma bacia de água. O garoto tinha brotoejas espalhadas pelo corpo. Aí aconteceu. A mãe do menino, colocou as mãos na boca assustada e disse: Filho, o que aconteceu? Um milagre? As feridas desapareceram! José e Maria trocaram olhares e pensaram: Nosso Jesus é realmente o Filho de Deus! Melhorado o tempo, todos se despediram e a Sagrada Família já estava livre, porque estavam em terras do Egito. Misteriosamente, não mais viram o cão. Antonio Vitti - aposentado

 
 
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