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Cartas do leitor 14/04/2017
Da Redação
14/04/2017 06h00
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Quem tem medo do conservadorismo? — No caderno de cultura do JP, dia 07, não pude deixar de notar que o articulista Rodrigo Alves utilizou o termo “conservador” da maneira como habitualmente se usa no Brasil: pejorativamente. Conservador, nesse país, significa aquilo que há de mais terrível e abissal na alma humana. É a fonte do racismo, machismo, patriarcalismo, capitalismo e até mesmo, porca miséria, do fascismo. Contudo, essa associação é um puro preconceito ideológico que revela nossa mais profunda ignorância política. Em todos os países ditos civilizados do mundo, há uma esquerda e uma direta; há partidos progressistas e conservadores. Apenas no Brasil achamos que o cume da democracia é ter apenas partidos de esquerda (ou progressistas), como deixou claro uma vez nosso “querido” ex-presidente, Luís Inácio da Silva. Grosso modo, um dos princípios básicos do conservadorismo é o respeito à tradição cultural essencial do ocidente, ou seja, a tradição cristã. Por esse motivo, os conservadores são tão insistentes na manutenção da unidade familiar e na supremacia da autoridade desta em detrimento da autoridade estatal. Para um conservador é absurdo o Estado dizer o que nossos filhos devem comer ou como cria-los. Isso compete única e exclusivamente aos pais. Com efeito, vamos analisar o contexto em que apareceu o termo conservador no texto do articulista. Para ele, a Rede Globo dita “costumes conservadores” para sociedade brasileira. É tão fácil ver a inverdade dessa asserção quando analisarmos algo essencial para a formação do imaginário popular: as telenovelas. Qual novela da Rede Globo, dos últimos vinte anos, dita costumes conservadores? Até mesmo os programas de auditório e os reality shows, qual deles dita costumes conservadores? Vemos, na verdade, o contrário acontecer. Observando os temas centrais de novelas, programas de auditório e reality shows, vemos que o programa cultural da Rede Globo segue, quase sistematicamente, a agenda progressista. Aprendemos, seja no ensino médio, seja na universidade, que o mal, aquilo que é errado na sociedade, é o conservadorismo. Repassamos essa associação com a facilidade que um chavão maniqueísta tem de penetrar na mente de jovens inexperientes. Se acreditamos que o conservadorismo é mal, obviamente associaremos tudo que é mal a ele. Se acreditamos que a Rede Globo é mal e mesquinha, ela será conservadora. Se acreditamos que o fascismo é mal, ele será conservador. Desse modo, se acreditamos que o Diabo existe e que ele é a purificação do mal, logo ele será conservador e o conservadorismo representará a quintessência do satanismo. Paulo Uzai Junior, escritor, graduado em psicologia e mestre em filosofia

 
 
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