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Cartas do leitor 15/04/2017
Da Redação
15/04/2017 06h00
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Múltiplas visões — O dia 11 de abril de 1961 marca o início, em Jerusalém, do julgamento de Adolf Eichmann, responsável pela deportação de centenas de milhares de judeus para campos de concentração. Sequestrado pelo serviço secreto de Israel na Argentina, onde vivia sob nome falso, ele foi condenado à morte, tendo a sentença cumprida em 31 de maio de 1962. O julgamento ganhou uma antológica versão artística, em 2009, com Andrea Geyer. No vídeo ’Criminal Case 40/61: Reverb’, durante 42 minutos, em seis monitores colocados em círculo, seis personagens (Réu, Defesa, Juiz, Promotor, Repórter e Audiência), todos interpretados pelo mesmo ator, recontam o processo judicial. O réu se declarou inocente, num julgamento transmitido pela rádio e, pela primeira vez, pela televisão. Geyer construiu sua narrativa justamente a partir de transcrições, vídeos e documentos, além do clássico livro ’Eichmann em Jerusalém - Um relato sobre a banalidade do mal’, da filósofa Hannah Arendt, publicado em 1963. A busca pela verdade, com todos os relativismos que essa palavra comporta; o papel da justiça, em todo seus universo protocolar; e a responsabilidade, em suas dimensões éticas e morais forma o tripé no qual se apoia um vídeo que traz seis ângulos de um mergulho num dos principais fenômenos de comunicação de massa e de reflexão existencial da História. Oscar D’Ambrosio, Doutor em Educação, Arte e História da Cultura e Mestre em Artes Visuais

 
 
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