,
Clique e
assine o JP
Televendas: 3428-4190
Classificados: 3428-4140
Comercial: 3428-4150
Redação: 3428-4170
Últimas notícias:
  • Justiça pede segunda via de chip de designer assassinada
  • Confiança do consumidor na economia cresce 9,3% em setembro
  • Festa da Primavera espera 5.000 pessoas hoje e amanhã

Carta do leitor 14/05/2017
Da Redação
14/05/2017 11h25
  |      
ENVIAR     IMPRIMIR     COMENTE              
 

O presente de Cecílio — “Não sou velho, não sou idoso, sou antigo”. Sábias palavras que brotaram da sensibilidade de um coração que pertence ao “nosso” Cecílio Elias Neto, no lançamento de sua mais recente obra. Era uma manhã ensolarada que sucedera a uma noite onde relâmpagos e trovões imperaram na copiosa chuva. A praça ali estava como uma antessala para adentrar a nave da Igreja São Pedro, em Monte Alegre, mandada erigir por Pedro Morganti, da minha infância e juventude. Situada no topo de um monte, recebia os convidados ao som da música conduzida por Luiz Fernando Dutra. Naquele ambiente bucólico ouviu-se a voz de Cecílio. Não é velho nem idoso, mas antigo. Ele de fato é antigo. Antigo, porque está testemunhando um passado repleto da ansiedade da juventude em transformar a sua vivência em algo tangível para o mundo da literatura e das artes. Assim era Cecílio quando, ainda bem jovem, deu à luz o romance “Um eunuco para Ester”. Esse foi o momento em que nos conhecemos através da carta que a ele enviei elogiando o seu texto, nos inícios da década de 1950, e que, segundo suas palavras, ainda ele a guarda em seus escaninhos. Até me permito utilizar essa expressão antiga! Seu texto intenso fez-me comparar o seu final com o final da peça teatral “Anjo de Pedra” de Tennessee Willams, que, naquele então, vira em sua versão cinematográfica. Outra vez, antigo. Mas, Cecílio não é um antigo estático e sim um ser que, em permanecendo sempre o mesmo, transforma-se continuamente e, agora, nos oferece essa obra de arte que é “Piracicaba, a Florença Brasileira”. Ai estão registrados os momentos em que a sensibilidade do olhar de um artista torna- o cúmplice de uma cena e a transpõe para a tela, transformando-a em antiga. Assim também ai estão as mãos ansiosas para transformar a matéria bruta em escultura, antiga. E os corações sensíveis que, diante daquilo que os cerca e que os inspira, dão vida à arte em movimento, que é a música, ou vida à prosa poética ou vida à pura poesia. Acompanhadas nesse belo texto pelas obras clássicas de artistas das eras passadas, a arte de grande maioria dos piracicabanos, que criaram e continuam a criar obras “antigas”, porque destinadas à posteridade, está fixada pela sensibilidade, também artística de Cecílio, nessa obra digna de descansar sobre um pedestal do mais puro mármore, oferecendo-se para ser degustada pelos amantes das artes, enaltecendo a nossa Piracicaba. Obrigado, Cecílio, pelo seu presente. Otto J. Crocomo, Adae/Esalq

 
 
Voltar

Comentários

Nome:
E-mail:
Comentário:
 

  • Seja o primeiro a comentar