CAT registra mais de 8 mil vagas de emprego em 27 meses

Atendimento na Semtre é realizado de segunda a sexta-feira das 8 às 16h30 (Foto: Claudinho Coradini/JP) Atendimento na Semtre é realizado de segunda a sexta-feira das 8 às 16h30 (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Gerar renda sempre foi o principal foco de Evandro Evangelista enquanto esteve na Semtre (Secretaria Municipal do Trabalho e Renda). Ele deixou a pasta na última semana e foi substituído por José Luiz Ribeiro. Nos 27 meses em que esteve à frente da pasta, o setor cadastrou a abertura de 8.444 vagas de emprego, registrou o crescimento de 61,5% no número de microempreendedores individuais (MEI) e foi responsável pelo aumento de 75% no número de ambulantes cadastrados.

Apenas no primeiro trimestre de 2019, o número de vagas de emprego disponibilizadas por meio do CAT (Centro de Apoio ao Trabalhador) representa 65,1% do total registrado no ano anterior. Entre janeiro e março foram cadastrados 1.284 postos de trabalho. Em 2018 foram 3.686, índice 6,10% maior comparado a 2017, quando 3.474 possibilidades foram ofertadas – melhor índice desde 2014.

“Sempre defendi uma gestão municipal com foco na geração de renda, seja por meio do emprego formal ou do empreendedorismo. Por isto, abrimos as portas da Semtre para a comunidade e para os empresários. Firmamos parcerias e criamos ações, como por exemplo, a formação de uma equipe que vai até as empresas captar vagas de trabalho”, afirma Evandro. “Iniciativas que trouxeram bons resultados, já que no período mais crítico da crise econômica, em 2017, conseguimos aumentar o número de vagas cadastradas. Em 2015, por exemplo, foram ofertadas 2.839 e em 2016 foram 2.509”, acrescenta.

INFORMAL

De acordo com Evandro, nos últimos anos houve mudança no papel dos comerciantes ambulantes em Piracicaba e na geração de renda. “Por isso, em mais de dois anos foi feita a aproximação com os comerciantes de rua. Ação que resultou no crescimento de 36% no número de autorizados pela Semtre”, afirmou.

Atualmente, 560 profissionais estão ativos e regulares na Secretaria. Em 2016 eram 320 ambulantes. A boa relação com a comunidade resultou ainda no aumento do número de permissionários no camelódromo e na regularização do desempenho da atividade no bairro Vida Nova – onde 10 profissionais foram autorizados a atuar como comerciantes de rua.

“Com o intuito de trazer melhorias para o desempenho desta atividade, entregamos uma proposta de alteração da Lei Complementar nº 178/2006 que rege a atuação dos ambulantes. Isto porque a atividade mudou nos últimos anos, principalmente no que diz respeito à geração de emprego e renda. A economia informal deixou de ser renda complementar para ser a principal, ou até mesmo, a única fonte de renda”, afirma Evandro.

Também foram feitas mudanças no formato de atendimento do MEI que refletiram no aumento na procura por atendimento. Entre 2017 e 2019, foram computados 32.181 atendimentos. O índice é 61,5% maior quando comparado aos serviços prestados entre 2014 e 2016 – na ocasião, 19.922 suportes foram registrados.

Da Redação