CDP ganha ambulância para transporte de presos

O CDP (Centro de Detenção Provisória) “Nelson Furlan” foi a única unidade prisional da cidade a receber uma ambulância. O veículo faz parte da reposição de frota de 122 presídios no Estado. Foram investidos mais de R$ 35 milhões, sendo que R$ 30 milhões foram recursos do Governo Federal via Ministério da Justiça e Segurança Pública e R$ 5,6 milhões, do Tesouro Estadual, segundo informações da SAP (Secretaria Estadual de Segurança Penitenciária).
 
O diretor da unidade Maurício Arantes Romero Gonçalves disse que o veículo equipado será usado no transporte dos reeducandos para atendimentos médicos emergenciais e que necessitem de transferência para unidades básicas de saúde ou hospitais. A unidade já contava com uma ambulância. “O recebimento de mais uma ambulância foi muito importante, pois entregaram um veículo novo e equipado”, afirmou Gonçalves.
 
O CDP já conta com uma ala hospitalar com equipe médica formada por três clínicos gerais, psiquiatra, duas enfermeiras. quatro auxiliares de enfermagem, além de dois dentistas. A unidade conta com 1.262 presos, de acordo com a última atualização da SAP, realizada no dia 19 de fevereiro.
 
Antes de entrarem na unidade, todos os ressocializandos realizam exames para detectar DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis). O projeto desenvolvido pelo CDP visa prevenir e combater as doenças sexualmente transmissíveis de maior incidência, além de fazer os testes já na inclusão do preso, antes que tenha contato com os demais custodiados. O grande diferencial é que o resultado fica pronto em alguns minutos, permitindo o tratamento imediato.
 
As ações do projeto tiveram início em agosto de 2017 e são feitos testes diariamente, permitindo o acompanhamento do estado de saúde do preso desde o início. Assim é possível conhecer a incidência de casos alheios ao ambiente prisional, tratar e prevenir a proliferação no cárcere, com orientação continuada, pois o diagnóstico precoce facilita o tratamento e reduz os danos, contribuindo com a qualidade de vida de todos, ressaltou o diretor.
 
Somente em agosto de 2017,  355 presos fizeram o teste no início do projeto, sendo constatados 42 casos de sífilis (11,83%); um de hepatite B; três casos de hepatite C, e um caso de HIV. Dos 42 casos de sífilis, 33 já foram tratados, curados e nove estão em tratamento, com medicação fornecida pela secretaria.
 
A SAP informou ainda que Governo do Estado também vem investindo na ampliação do quadro de funcionários. Foram nomeados, entre 2011 e 2017, mais de sete mil agentes, sendo 5.039 agentes de segurança penitenciária (ASP) e 2.031 agentes de escola e vigilância penitenciária (AEVPs).