Centro de Reprodução Humana de Piracicaba comemora 10 anos

O Centro de Reprodução Humana de Piracicaba comemora 10 anos hoje, como referência em tratamentos na região de Piracicaba. Graças ao padrão de atendimento, já recebeu pacientes da cidade e região, do interior do Estado de São Paulo, de outros Estados e até do exterior.
 
Durante este período, foram feitos mais de 5.000 atendimentos, segundo os ginecologistas Ernesto Valvano e Paulo Padovani. “Também fomos nos aperfeiçoando, na formação profissional, e investimos na atualização do laboratório e do nosso setor administrativo”, acrescentam.
 
A ideia de criar o Centro de Reprodução Humana surgiu de um grupo de médicos, que queria oferecer às pacientes de Piracicaba e região um serviço que dispensasse viagens longas e facilitasse o tratamento para quem deseja ter filhos. No projeto, foi levada em consideração estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS), segundo a qual aproximadamente 20% dos casais têm algum problema de infertilidade.
 
A concretização deste ideal foi possível graças a uma parceria com a Santa Casa de Piracicaba. “Pudemos iniciar, em março de 2008, nosso atendimento dentro do Hospital Santa Isabel. Agradecemos toda a diretoria desta instituição pelo voto de confiança que viabilizou um projeto que tem feito diferença na vida de tantos casais”, declara Padovani.
 
A clínica trabalha com terapias de baixa complexidade – coito programado e inseminação intrauterina – e de alta complexidade – fertilização in vitro e injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI). 
 
Disponibiliza também congelamento de óvulos, sêmen e embriões, inclusive nos casos de pacientes com câncer, antes dos tratamentos de quimioterapia e radioterapia. 
 
Conta com uma estrutura laboratorial completa, centro cirúrgico, área destinada ao congelamento de células germinativas, espaço para coleta de espermatozoides, dois apartamentos exclusivos e sala com equipamento de ultrassom. Segue todas as normas da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). 
 
A equipe é formada por ginecologistas e urologistas capacitados para fazer o diagnóstico e indicar o tratamento adequado para cada caso. Fazem parte do corpo clínico os ginecologistas Ernesto Valvano, Fúlvio Basso Filho, José Henrique Mello de Freitas, José Higino Ribeiro dos Santos Junior, Milena Elisa Goes Dias Silva, Paulo Arthur Machado Padovani e os urologistas Gustavo de Mendonça Borges e Norio Ikari. 
 
 
 
INFERTILIDADE — “O diagnóstico de infertilidade nem sempre significa a impossibilidade definitiva de ter filhos. Pode ser apenas um desafio a ser vencido com a ajuda da medicina”, afirmam Valvano e Padovani.
 
De acordo com pesquisas, 30% dos problemas de infertilidade são das mulheres, 30% são dos homens, 30% dos dois e 10% são sem causa aparente. Para atender estes casos, a medicina reprodutiva trabalha com terapias de baixa complexidade e de alta complexidade. Os ginecologistas explicam como funciona cada procedimento.
 
No coito programado, a ovulação é otimizada com a utilização de medicamento, a paciente é monitorada por ultrassom e orientada sobre o período adequado para manter relações.
 
A inseminação artificial tem o mesmo processo. Mas no dia da ovulação, os espermatozoides, colhidos e preparados em laboratório, são depositados no útero.
 
Na fertilização in vitro, o ovário é estimulado com medicamentos. Em seguida, são captados os óvulos, que são fertilizados com os espermatozoides em laboratório. Após desenvolvido, o embrião é transferido para o útero.
 
Na injeção intracitoplasmática de espermatozoides, o espermatozoide é escolhido microscopicamente e inserido dentro do óvulo com o auxílio de uma agulha de máxima precisão. Após a formação do embrião, é feita a mesma sequência da fertilização in vitro. O congelamento de óvulos ou de embriões é indicado para mulheres que desejam adiar a gravidez ou nos casos de diagnóstico de câncer e de histórico de menopausa precoce na família. O congelamento de sêmen é indicado para pacientes oncológicos em idade reprodutiva.