Chacina de animais no bairro Nossa Senhora Aparecida.

Imagens: Amanda Vieira/JP

Doze gatos de rua foram mortos no domingo (16), sendo dez filhotes recém-nascidos e duas gatas adultas, no bairro Nossa Senhora Aparecida, antigo Guamium, região da Vila Fátima. Os animais podem ter sido envenenados com chumbinho.

A dona de um pet shop Sílvia Regina Carreiro conta que os moradores do bairro estão assustados e passaram a deixar seus animais trancados em casa, com medo de serem as próximas vítimas de envenenamento.

Ela registrou na tarde desta quarta-feira (19) um boletim de ocorrência no 4° DP, que fica no Nova Piracicaba. Na denúncia, ela afirma que a morte de animais começou em agosto, com uma cachorra que foi encontrada morta no quintal de um morador. O animal teria sido envenenado com chumbinho misturado à carne, que foi jogado na casa do dono do animal. “Estou deixando minhas cachorras que são de grandes portes na cozinha, dois gatos na sala com um cachorro de pequeno porte e as duas gatas que sobreviveram no quarto dos fundos”, diz Sílvia.

Os gatos mortos eram parte de um grupo que vivia nas ruas do bairro, que tinha quatro gatas. Todas elas deram cria na metade do mês passado. Dos filhotes mortos, cinco foram achados no terreno baldio, outros quatro no parquinho do bairro e um deles na lavanderia de uma casa vizinha.

Apesar de viverem nas ruas, os felinos iam até a casa de Sílvia para comer. A denunciante afirma que todos os moradores da região sabiam que ela cuidaria dos animais e que já estava resolvendo as pendências, que a impediam de levá-los para casa. Sílvia pretendia achar um lar para a maioria deles, por isso chegou a pedir ajuda para ONG de proteção aos animais, mas não teve resposta.
A matança de animais não ficou nos gatos de rua. Na mesma data foram encontrados outros três animais domésticos mortos, que pertenciam a um vizinho da comerciante e também teriam sido envenenados com veneno de rato, já que ao lado dos corpos havia uma sacola plástica com restos de carne.

Nina, uma cadela mestiça com pitbull, e as gatas Meg e Luma saiam de casa apenas em horários específicos para passeios com o dono.

Para a moradora, o responsável pelos envenenamentos deve ser um morador do bairro. Ela disse ainda que além da segurança dos animais, as crianças estão correndo riscos, já que podem acidentalmente ter contato com o veneno jogado nas casas. Indignada, Sílvia afirma que “animais são membros da família e não objetos”.

APURAÇÃO

O caso será apurado pelo 4° DP de Piracicaba, registrou a ocorrência no dia 19 de dezembro, como “praticar ato de abuso a animais”. Quem tiver informações sobre o caso pode entrar em contato do a polícia por meio do fone: 34-21-1500.

Letícia Azevedo

leticia.azevedo@jpjornal.com.br