Chuvas e problemas técnicos atrasam entrega de UPA

Nova previsão de entrega, de acordo com engenheiro responsável pela obra, é janeiro de 2020. (foto: Claudinho Coradini/JP)

O período de chuvas e alguns problemas técnicos adiaram a entrega da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) em construção na Vila Cristina, em Piracicaba, para 2020. A previsão inicial da Secretaria de Saúde era colocar a unidade em funcionamento ainda este ano, no segundo semestre.

A nova previsão, de acordo com o engenheiro e responsável técnico pelo projeto, Salim Maluf, é de que a obra seja concluída em janeiro. “Temos até fevereiro para concluir, mas acredito que em janeiro fique tudo pronto”, afirmou.

A reportagem do Jornal de Piracicaba acompanhou, nesta semana, o secretário Pedro Mello em uma visita às obras da unidade que, segundo o responsável pela pasta, será a maior UPA da cidade. Os números apresentados pelo engenheiro e pelo médico justificam o status.

A nova UPA é construída em uma área de 4,153 mil metros quadrados e a construção soma 2,367 mil metros quadrados, o dobro das instalações da atual unidade médica do bairro, que tem sido alvo de críticas dos usuários. De acordo com Mello, a unidade vai atender a uma população de 100 mil moradores, toda a região oeste do município.

A nova UPA da Vila Cristina será a única das unidades de pronto atendimento a contar com seis leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e dois leitos de isolamento – atualmente esses locais são adaptados nas unidades de saúde municipais. “O isolamento é usado para pacientes com doenças infectocontagiosas”, explicou o médico.

A unidade em construção também será a única na cidade a prestar atendimento separado entre adultos e crianças. Do total de dez consultórios, quatro deles serão destinados à pediatria. “Não haverá uma divisão física, mas os atendimentos serão separados”, explicou o secretário.

Na ala de internação, a unidade terá capacidade para 60 pacientes – o dobro do oferecido atualmente -, mais setor de raio-x. “É na realidade um hospital”, comparou o engenheiro. Mello disse que a unidade poderá servir de isolamento, caso haja uma epidemia na cidade. “Nós esperamos que isso não ocorra, mas como aconteceu em 2010 quando a cidade teve uma epidemia de gripe H1N1 e precisamos isolar a UPA da Vila Rezende, tranquilamente esta unidade poderá ser usada para este fim, se necessário”, afirmou. A construção da UPA vai custar R$ 4,8 milhões, sendo R$ 4 milhões do governo federal e o restante contrapartida da prefeitura.

Beto Silva
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