Cidade arrecada quase R$ 400 milhões em impostos em 2017

Piracicaba arrecadou, de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2017, quase R$ 400 milhões em impostos, de acordo com o Impostômetro, da ACSP (Associação Comercial de São Paulo). O volume exato recolhido é: R$ 399.951.280,80. O total é 14,8% superior ao registrado em 2016, que ficou em R$ 348,2 milhões.
 
A alta no recolhimento registrada em Piracicaba é superior à verificada no país. No Brasil, R$ 2,172 trilhões foram arrecadados no ano passado, o que representa uma elevação de 8,4% em relação ao ano anterior, quando foram arrecadados pouco mais de R$ 2 trilhões. A correção não considera o desconto da inflação.
 
Para o professor Francisco Crocomo, coordenador do banco de dados socioeconômicos da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), o aumento na arrecadação pode estar relacionado à melhora na economia. “Sim, porque se formos observar, houve um saldo negativo em 2016 e, em 2017, houve melhora na atividade econômica. 14% não quer dizer que está crescendo muito, mas se comparar com 2016, quando a arrecadação foi muito baixa, foi melhor”, disse.
 
O presidente da Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba), Paulo Roberto Checoli, também credita ao crescimento da economia. “Os números mostram que Piracicaba contribuiu com uma arrecadação maior comparada à média brasileira e é possível atrelar esse fato à característica empreendedora da cidade, principalmente nos setores do comércio, indústria e serviços”, disse.
 
Checoli esclarece, porém, que é preciso considerar no aumento da arrecadação o reajuste de itens básicos da economia. “O reajuste nos preços de alguns produtos e serviços vinculados à área pública, como combustível, energia elétrica, entre outros, principalmente no primeiro semestre de 2017, e a inflação, (apesar dos recuos no último ano, ainda está em patamares elevados no que diz respeito ao ambiente de consumo), quando o preço de produtos e serviços ficam mais caros, o valor arrecado em impostos também cresce. Portanto, é preciso equilíbrio e bom-senso ao analisar este cenário.”
 
O presidente da Acipi também criticou o alto impacto da carga tributária na atividade empresarial. “Tem que, além de lidar diariamente com os obstáculos impostos pela instabilidade econômica, afetada diretamente pela crise política, arcar com uma das maiores cargas tributárias do mundo. Por isso, não há a necessidade de mais aumentos ou criação de novos tributos, mas há, sim, grande urgência de uma melhor administração dos gastos públicos, sobretudo nas esferas estadual e federal, a exemplo do que Piracicaba tem feito, com propriedade, nos últimos anos.”