Cidade confirma quarta morte por Influenza de janeiro a agosto

vacina Cobertura vacinal está abaixo da meta de 90%. ( Foto: Amanda Vieira /JP)

Piracicaba teve confirmada, ontem, a quarta morte por gripe/influenza na cidade. A confirmação veio pela assessoria de imprensa da Secretaria Municipal da Saúde, no início da tarde de ontem. De acordo com a pasta, a vítima é um homem, com idade entre 50 e 59 anos e que teve os primeiros sintomas da doença em junho. As outras vítimas foram um homem e duas mulheres. Em comparação com o ano passado, entre janeiro e agosto, a cidade também registrou quatro mortes pela influenza A (H1N1 e H3N2).

Mesmo com a confirmação das mortes, segundo a pasta, Piracicaba está com índice de cobertura vacinal da gripe abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde (MS) que é de 90% – com imunização de apenas 75,2% do público-alvo da campanha, que já foi prorrogada. O grupo com menos adesão à vacina é o de crianças entre 6 meses e 4 anos de idade, com 50% da meta; o grupo que teve maior cobertura foi o dos idosos, com mais de 80% de adesão.

De acordo com a Secretaria, a vacinação contra a gripe/influenza segue até o término das doses, de segunda a sexta-feira, em 68 unidades da Atenção Básica na zona urbana, sendo nos Crabs (Centro de Referência da Atenção Básica – exceto da Paulista) e UBSs (Unidades Básicas de Saúde), sempre das 8h às 15h e USFs (Unidades de Saúde da Família), das 8h às 16h.

A recomendação da pasta é que as pessoas que ainda não se protegeram, que procurem os postos de saúde o mais rápido possível, pois no Inverno a tendência é aumentar os casos de doenças respiratórias. “A vacina é a maior garantia de proteção contra a gripe e suas complicações. A gripe é uma doença que pode matar, principalmente crianças, idosos, gestantes e doentes crônicos; pode predispor à pneumonia e agravar outras doenças, como enfisema pulmonar”, informa a pasta.

Somente os grupos prioritários podem ser vacinados na rede pública de saúde. São eles: crianças de seis meses a menores de cinco anos; gestantes e puérperas; trabalhadores da saúde (pública e privado); professores da rede pública ou particular; idosos (60 anos ou mais); adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional; e pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independe da idade.

OUTRAS DOENÇAS – A Saúde também informou que neste ano foram confirmados 9 casos de dengue na cidade e todos evoluíram para cura; no mesmo período de 2017 entre janeiro e agosto não houve óbitos pela dengue. Ano passado e neste ano, ainda não foram registrados casos de Zika vírus. Também não houve óbitos para a febre Chikungunya, porém foram confirmados seis casos na cidade, que evoluíram para cura.

(Felipe Poleti)