Cidade Inteligente

E toda essa sinergia – entre poder público e setor acadêmico – pode ser usada, sim, para criar um oásis em que a tecnologia não exclua a sustentabilidade e a qualidade de vida. Esse seria um legado para as próximas gerações

A divulgação de indicadores econômicos e sociais é de suma importância para os municípios avaliarem suas políticas públicas em várias áreas. Também podem ser motivos de orgulho ou até mesmo de decepção para muitos gestores. E, nesta semana, saiu mais um ranking que coloca Piracicaba no 35º lugar como cidade inteligente do Connected Smart . Segundo o levantamento, Piracicaba recuou quatro posições, pois no ranking do ano passado ficou em 31º lugar. Não há uma explicação para esse fato: se foi Piracicaba que piorou ou se as concorrentes evoluíram mais.
A divulgação reuniu mais de duas mil pessoas em evento na cidade de São Paulo nos dias 4 e 5 de setembro, informou o repórter Felipe Poleti, em reportagem publicada nesta edição. É claro que sempre pode melhorar, mas já é motivo de orgulho estar entre as 50 cidades mais inteligentes do Brasil.

Para fazer este índice, os municípios receberam pontos. Foram considerados 70 indicadores nos setores de Mobilidade e Acessibilidade, Urbanismo, Meio Ambiente, Energia, Tecnologia e Inovação, Saúde, Segurança, Educação, Empreendedorismo, Governança, e Economia.

Dos 11 setores analisados, Piracicaba figura entre os 50 melhores em cinco deles, são eles: Urbanismo (48º), Energia (38º), Tecnologia e Inovação (45º), Empreendedorismo (50º) e Economia (35º); nos setores Mobilidade e Acessibilidade, Meio Ambiente, Saúde, Segurança, Educação e Governança Piracicaba não figurou entre as melhores.

Independente da colocação da cidade, o levantamento é utilizado como uma ferramenta útil para orientar os investimentos nos municípios.

A idealizadora do evento, Paula Faria, diz na reportagem, que o evento de divulgação que reuniu 300 palestrantes e 90 painéis ajudou a divulgar o que as cidades mais inteligentes têm feito para melhorar a vida da população.

Com certeza dá para Piracicaba melhorar nesse indicador. Essa iniciativa pode partir dos órgãos públicos, que têm a obrigação de se debruçar sobre os números e traçar metas a curto, médio e longo prazo para investir em áreas que melhorem a vida das pessoas. Mas também pode haver envolvimento da comunidade científica e do empresariado.

Piracicaba é um dos poucos municípios brasileiros que têm o privilégio de ter mentes brilhantes e engajadas socialmente. Então é muito importante envolver esses professores doutores e os universitários em projetos que ajudem a alavancar ainda mais esses índices. Sem contar que o município tem um parque tecnológico dos mais avançados do país, se não da América Latina. E toda essa sinergia – entre poder público e setor acadêmico – pode ser usada, sim, para criar um oásis em que a tecnologia não exclua a sustentabilidade e a qualidade de vida. Esse seria um legado para as próximas gerações.

(Claudete Campos)