Cidade média

O atual e os próximos prefeitos terão de se debruçar sobre os levantamentos para fazer estudos minuciosos sobre esse contingente de pessoas que chegam ao município para atender suas necessidades

Com dois anos de antecedência, Piracicaba ultrapassou a marca de 400 mil habitantes. Mais precisamente, conta com 400.949 moradores. O dado foi divulgado ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Isso quer dizer que nos últimos oito anos, a cidade cresceu ao ritmo médio de 4 mil habitantes ao ano. Não é pouca coisa. Com isso, a cidade é a oitava mais populosa do Estado, fora da Grande São Paulo. Faz parte do rol das cidades médias do Estado.

Segundo o instituto, Piracicaba só fica atrás de Campinas, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Sorocaba, São José do Rio Preto, Santos e Jundiaí. Reportagem de Rodrigo Guadagnim, nesta edição, mostra que Piracicaba saltou da 17ª para a 16ª posição, em relação ao Censo de 2010, que apontava a cidade com 364.571 pessoas.

Em entrevista ao JP, o prefeito Barjas Negri (PSDB) afirmou que as previsões catastróficas de que haveria uma explosão demográfica na cidade não se confirmaram. A previsão é que a população fique estagnada entre 2040 e 2050.

Estatísticas como essas são de suma importância para o planejamento de qualquer cidade. A partir das projeções, os órgãos públicos podem avaliar o aumento da procura por serviços públicos, qual região da cidade necessita de mais moradias populares, de mais postos de saúde, de mais escolas, de reforço na área de segurança e assim por diante. E a divulgação dessas estatísticas também ajuda o município a vender a cidade para conquistar mais indústrias e se desenvolver.

Diante de tais dados, o atual e os próximos prefeitos terão de se debruçar sobre os levantamentos para fazer estudos minuciosos sobre esse contingente de pessoas que chega ao município para atender suas necessidades. E, claro, ficar de olho nos nascimentos, para melhor planejamento do município. Somente assim, a cidade pode crescer de forma sustentável e sem a formação de favelas.

 

(Claudete Campos)