Cidade perde metade da água usada no abastecimento

“Eu saio desta audiência pública com a plena certeza de que o problema do Semae é má gestão”, disse Paulo Campos. (Foto: Amanda Vieira/JP)

O abastecimento de água de Piracicaba registra uma perda de 47%, enquanto o ideal seriam 25%. Segundo informou o Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto) de Piracicaba, o índice de perdas é de acordo com o SNIS (Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento).

A perda de água no sistema foi um dos assuntos abordados pelo presidente da autarquia, José Rubens Françoso durante audiência pública ocorrida na Câmara de Vereadores na última terça-feira (19). O evento foi convocado pelo vereador Paulo Campos (PSD) para discutir as recorrentes interrupções no abastecimento da região do bairro Novo Horizonte.

Segundo Françoso, nesta região, o índice de perdas é de 50%. Segundo o presidente, boa parte das perdas é causada por ligações irregulares. “Quando a população não é cobrada por isso, porque se utiliza ligação clandestina, aí perde-se muita água”, relatou.

Segundo informações do Semae, não há um levantamento do número total de ligações clandestinas, porém, a estimativa é de que 2.600 famílias não possuem abastecimento regular nas comunidades da região do Novo Horizonte. A autarquia informou que apos a constatação da ligação irregular, as ações vão desde a suspensão do abastecimento até a aplicação de multas.

GESTÃO

O vereador Paulo Campos disse que a falta d’ água nos bairros não é causada apenas por situações esporádicas, como rompimentos pontuais de adutoras e que a situação do demonstra dificuldade constante no setor.

Eu saio desta audiência pública com a plena certeza de que o problema do Semae é má gestão. Peço desculpas ao José Rubens Françoso, mas tenho que ser sincero quanto a essa minha conclusão. Há má gestão”, disse.

O presidente do Semae, explicou que o problema da falta de água é causado pela tubulação insuficiente para encher os 90 reservatórios espalhados pela cidade, com o objetivo de fornecer água no Município. Como os níveis ficam abaixo da demanda, a autarquia precisa desligar as máquinas de bombeamento, com o intuito de evitar que elas queimem.

A previsão, no entanto, é investir na ampliação da rede de adutoras. Segundo Françoso, a previsão é ampliar para outras regiões da cidade, entre elas o reservatório da Paulicéia, de onde a água segue para atender a região do Novo Horizonte e bairros adjacentes. “Fizemos um investimento de cerca de R$ 8 milhões com o objetivo de atender essa necessidade de novas tubulações”, disse.

Beto Silva

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