Cidade pode receber até 1.000 toneladas por dia de lixo doméstico

A Sedema (Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente) prepara documentação para solicitar à Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) a ampliação da licença de recebimento de lixo doméstico de 400 toneladas por dia para 1.000 toneladas por dia na Central de Tratamento de Resíduos, o CTR Palmeiras, ainda para este ano. A informação foi divulgada ontem pelo secretário da pasta, José Otávio Mentem, durante visita ao Jornal de Piracicaba.
 
Segundo o secretário, a CTR faz parte do contrato de PPP (Parceria Público-Privada) entre a prefeitura e o consórcio Piracicaba Ambiental. Com a ampliação no recebimento do lixo doméstico, a cidade poderá receber os materiais coletados nas cidades vizinhas. “É uma forma de usarmos toda a capacidade da nossa central e também receber pelo lixo coletado em cidades como Iracemápolis, Charqueada, Saltinho, Rio das Pedras e Mombuca, por exemplo. Com este dinheiro podemos abater o que temos que pagar com a PPP e redirecionar melhor os nossos recursos”, destacou Mentem.
 
O secretário lembrou que, com os licenciamentos e autorizações ambientais já conquistados pelo município, Piracicaba passa a atender — de forma mais completa — o Plano Nacional de Resíduos Sólidos. “Hoje temos um espaço que faz toda a triagem e destinação adequada do lixo doméstico e, deste total diário, em média 30% é levado para o nosso aterro, ou seja, 70% do lixo da cidade é reaproveitado com a reciclagem e, mais recentemente, com a produção de biocombustível, ainda em fase de testes, mas que, futuramente, pode ser outro fator de obtenção de recursos ao município”, lembrou.
 
Além do CTR, Mentem disse que, apesar de 2017 ter sido um ano turbulento, Piracicaba tem se saído bem econômica e politicamente. Segundo ele, mesmo com as restrições orçamentárias, desde que iniciou seu trabalho na Sedema, em maio, a cidade conseguiu avançar bastante, com ampliação de parceria com entidades sociais e instituições privadas. “O que nos preocupou foi a falta de tempo para nos dedicarmos ao programa Município VerdeAzul. Ficamos abaixo do indice este ano, mas recorremos, pois tivemos pouco tempo para enviar toda a documentação. Com este recurso, com certeza conseguiremos o credenciamento de 2017”, afirmou.
 
Ainda segundo Mentem, para este ano, conseguir o selo de município ecologicamente correto não será tão trabalhoso. “O ano de 2017 foi mais complicado, pois não tínhamos mais uma consultoria para fazer isso. Este ano também não teremos, no entanto, temos uma equipe nossa só para isso e vamos começar a levantar documentos já a partir deste mês. Com este selo, teremos prioridade nos pedidos de recursos financeiros junto ao estado”, ponderou.
 
DESAFIO — Para o ano que começou, Mentem acredita que o maior desafio é o trabalho de conscientização e educação da sociedade quanto ao meio ambiente. “Apesar de termos coleta de lixo doméstico e reciclável em 100% da cidade, apenas 10% das famílias fazem a separação do lixo. Temos o cata cacareco, ecopontos, logistica reversa no descarte de pilhas, baterias, pilhas e eletrônicos, mas a população não o usa devidamente”, disse.