Cidade tem média de um caso de estupro por semana

O número de estupros teve um aumento de 21% em Piracicaba em 2017 ante 2016. Ano passado a cidade registrou 57 casos ante 47 em 2016. Em contrapartida, o número de homicídios e latrocínios caiu. As estatísticas sobre as ocorrências policiais registradas nos dois últimos anos foram divulgadas ontem pela Secretaria de Segurança Pública do Estado. 
 
Houve uma mudança na sistemática para computar os casos de estupro de vulnerável (menor). Até 2016, esses casos entravam na estatística dos estupros em geral. A partir do ano passado, a SSP passou a separar as estatísticas. Por isso, a reportagem analisou os casos de estupros de forma conjunta, para não dar distorções nos dados.
 
Segundo a SSP, houve aumento de 157% nas ocorrências de lesão corporal culposa — sem intenção (7 em 2016, para 18 em 2017); 10% nas ocorrências de tentativa de homicídio (de 41 casos para 45); 56% de homicídio culposo por acidente de trânsito (de 25 para 39); 25% nas ocorrências de roubo de carga (de 4 para 5) e 5% nas ocorrências de furto de veículos (de 1.305 para 1.375). 
 
Em compensação, houve redução nos demais índices criminais. Os homicídios dolosos caíram 60,71% (de 28 em 2016 para 17, em 2017); homicídios dolosos por acidente de trânsito caíram 100% (de um para zero).
 
O comandante do 10º BPM/I (Batalhão da Polícia Militar do Interior), Willians de Cerqueira Leite Martins, destacou que as ocorrências de roubo e furto de veículos e homicídios caíram no período analisado, como tem sido frequente ao longo dos anos anteriores. Ele atribui a queda à integração das polícias Civil, Militar e Federal e da Guarda Municipal e Promotoria, pela participação do poder público e apoio da sociedade civil. Além do bom índice de apuração do Disque Denúncia. “A cidade de Piracicaba está no segundo lugar no ranking de melhor cidade para se viver. É uma cidade organizada e a participação popular é propícia a atuação com bons resultados, destacou o comandante.