Cidade tem queda de 2,7% na inadimplência em dezembro

Furtuoso: “A queda na inadimplência está atrelada ao desejo do consumidor de comprar” (Crédito: Claudinho Coradini/JP)

A Boa Vista/SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) divulgou na terça-feira (5), que a inadimplência do consumidor em Piracicaba recuou 2,7% na variação interanual, no comparativo de dezembro de 2018 com o mesmo mês de 2017. Na comparação de dezembro com o mês de novembro de 2018, de acordo com os dados da Boa Vista/SCPC, a queda na inadimplência na cidade foi de 1,1%. “O consumo diminuiu e ajudou a inadimplência a não aumentar. Mas a consequência boa é que o mercado de crédito começa a se fortalecer, o consumo volta a crescer”, analisa o economista Flávio Calife.

Em relação à recuperação de crédito do consumidor, o índice subiu 0,1% na comparação mensal de dezembro contra o mês anterior, enquanto na variação interanual o indicador diminuiu 0,4%. “Na medida que o mercado de trabalho começar a melhorar, a retomada do consumo será mais rápida. Isso vai se refletir a partir do segundo trimestre deste ano”, destaca Calife.

Segundo a Boa Vista/SCPC, Piracicaba superou em quedas de inadimplentes, no comparativo de dezembro de 2017 e 2018, o índice no Sudeste que foi de 0,4% e o do Brasil, que ficou em 1,1%. “Toda vez que tem crescimento no número de pessoas pagando suas contas e há queda na inadimplência, isso aumenta o poder de compra do consumidor e aquece a economia”, avalia Luiz Carlos Furtuoso, presidente da Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba).

Piracicaba também teve maior queda na inadimplência no comparativo entre os meses de novembro e dezembro de 2018, superando o Sudeste que teve aumento de 0,2% e o Brasil que registrou diminuição de 0,1%. “A queda na inadimplência está atrelada ao desejo do consumidor de comprar alguma coisa, fazer parcelamento. Quando isso acontece, alinhado à manutenção de empregos, contribui para a sensação de segurança. E o desemprego está diminuindo. A situação deve melhorar mais, a partir de abril, com maior aquecimento da economia”, opina Furtuoso.

(Eliana Teixeira)