Cidade tem saldo positivo de emprego em julho, aponta Caged

emprego Crócomo: agropecuária foi um dos destaques. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Piracicaba teve um saldo positivo de 16 novos empregos no mês de julho, conforme divulgou ontem o Ministério do Trabalho e Emprego por meio do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Segundo o levantamento, no mês passado, foram 3.477 desligamentos ante 3.493 admissões, resultado 0,01% se comparado ao mesmo período de 2017. Entre os meses de janeiro e julho, o crescimento é de 0,64%, com 744 novos postos de trabalho, sendo 24.989 desligamentos ante 25.642 admissões.

Para o economista e professor universitário, Francisco Crocomo, em julho, a construção civil e a agropecuária puxaram o crescimento na oferta de vagas. “Mesmo assim, o crescimento foi muito fraco e mostra que a situação econômica ainda é de muita atenção. No ano estamos mantendo o nível de empregabilidade com uma média de 106 contratações por mês. O ponto negativo em julho se deve as demissões feitas por uma empresa do setor alimentício, já no ano se deve ao comércio, que vem perdendo muitos postos de trabalho”, disse.

No comparativo mensal, o setor Extrativa Mineral ficou estagnado com zero empregos, a Indústria de Transformação desligou 55 pessoas, o Serviço Industrial de Utilidade Pública (SIUP) contratou duas pessoas, a Construção Civil abriu 102 novos trabalhos, o Comércio e o Serviços demitiram, respectivamente, 86 e 49 trabalhadores, a Administração pública contratou 31 e a agropecuária outros 71. No ano, os setores que permanecem negativos são o do comércio com 1.266 desligamentos a mais que contratações, seguido de SIUP com 24 demissões, Construção Civil com 15 vagas a menos e a Extrativa Mineral com menos dois postos; positivo estão a Indústria de transformação (953), Agropecuária (645), Serviços (213) e Administração Pública (258). Crocomo explicou que o crescimento da indústria de transformação se deve a ampliação da exportação e mercado internacional mais favorável aos produtos brasileiros.

Ainda, segundo o economista, as eleições também devem começar a influenciar o mercado, interno e externo. “Com a divulgação de pesquisas eleitorais, o mercado oscila muito e o que já pudemos ver é a forte alta do dólar e a queda na bolsa de valores. E com candidatos a presidência com propostas ainda muito superficiais só gera desconfiança e a economia volta a ficar travada. É preciso mais clareza nas propostas e não polarizar discussões neste ou naquele assunto. Por exemplo, falam que vão ajudar a gerar empregos, mas não contam como isso será feito”.

 

(Felipe Poleti)