Cidade tem uma bica com água própria para consumo

Das 17 bicas d’água existentes em Piracicaba, apenas uma está própria para o consumo. A informação foi divulgada esta semana pelo Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto) que é responsável pela análise da qualidade da água disponíveis nestes locais. O único ponto em que a água está livre de contaminação é a bica que fica na rua da Glória, esquina com a avenida Dr. Paulo de Moraes, ao lado do Varejão da Paulista.
 
Conforme informou a autarquia, as outras 16 bicas d’água contaminadas ficam na rua Silva Jardim, 1417, Bairro Alto; Avenida Francisco de Souza, esquina com Travessa Santa Cecília, no Nhô Quim (7 bicas) e no mesmo endereço, em frente ao número 415 (mais 4 bicas); rua João Alves de Almeida, 79 (fundos), Vila Fátima; Estrada do Bongue, em frente área de lazer do Trabalhador (Castelinho); rodovia Piracicaba a Limeira, próximo ao anel viário (Copersúcar); e rua Santa Olímpia (ao lado da igreja de Santa Olímpia). “De acordo com o relatório mensal de dezembro de 2017, apenas a bica da rua da Glória não apresentou coliformes fecais nos testes. A da Silva Jardim está sem água, porque o cano foi removido. Todas as outras apresentam coliformes fecais”, informou o Semae.
 
De acordo com a assessoria da Prefeitura, a população é orientada a não consumir aguá destes locais por meio de placas afixadas nos locais sobre a qualidade da água. “No entanto, temos encontrado dificuldade para isso, já que todas as placas são depredadas, retiradas e levadas dos locais. Dessa forma, não temos conseguido manter as placas informativas no local”, informou. 
 
Apesar do alerta, Umberto Versalli, de 83 anos, usa a bica do Varejão da Paulista desde 1992. Ele afirma que sempre se preocupou com a qualidade da água que consome, já acompanhou diversas análises dá água feita pelo Semae. “Venho aqui duas vezes por semana e sempre levo dois galoes de 20 litros para casa, onde vivo com a esposa e uma filha. Nunca tivemos nenhuma doença relacionada a água que pego aqui. O único problema que vejo são os vandalos e usuários de drogas que as vezes ocupam o local, mas aí aviso a Guarda e eles vão embora, mas sempre voltam um ou dois dias depois”, disse.
 
 
SAÚDE – O médico infectologista da Unimed Piracicaba, Tufi Chalita, orienta a população a não consumir a água destes locais devido ao risco de doenças que podem ser contraídas, sendo a mais comum a gastroenterocolite. “É uma inflamação aguda que compromete os órgãos do sistema gastrointestinal causado pela água sem tratamento e os principais sintomas desta intoxicação são diarreia, vômitos, dor abdominal, febre e até desidratação”, disse. Ele ressalta que a causa dessas infecções é a contaminação por bactérias e também vírus.