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Piracicabana, em campanha, pede apoio para próteses nos braços
Lilian Geraldini
23/01/2016 11h01
  |      
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Fazer as unhas, usar aliança, andar de mãos dadas, abraçar.

O que há em comum nessas ações?

Aparentemente são simples atos do cotidiano de muitas pessoas, mas que permeiam o sonho de Carolina Tanaka Meneghel, 30.

Carol nasceu sem os dois braços.

Apesar da ‘diferença’ física aos olhos de muitos, leva a vida como qualquer outra pessoa. Determinada, é formada em educação física, hoje atua como professora na rede municipal e se casou-se há pouco mais de dois anos.

No ano passado, se mudou com o marido para o apartamento que juntos construíram. Mas ainda faltam obstáculos a serem alcançados, um deles é conseguir próteses ortopédicas biônicas, para que então consiga realizar tantos outros feitos que, ainda, não experimentou.

O desejo se tornou ainda maior recentemente, com a busca pela maternidade.

Com o auxílio de uma empresa de Sorocaba, foi iniciada uma campanha na internet para auxiliá-la a adquirir as próteses.

Cada braço, com peças importadas, custa R$ 350 mil.

Na última terça-feira, dia 19, foi colocaro no ar o site do Projeto Abraça (ao final da matéria) e criadas as hashtags #abraca #projetoabraca no Facebook.

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Campanha na internet faz arrecadação para ajudar piracicabana a implantar próteses (Foto: Isabela Borghese/JP)

Até a última sexta-feira tinham sido arrecadados perto de R$ 13 mil.

A princípio, o prazo para a arrecadação dos R$ 700 mil é de 60 dias.

“É só o começo, mas estou confiante. Se cada um que curtir ou compartilhar a campanha contribuir com R$ 10, vai ajudar muito”, disse.

Tudo começou em 2014 quando foi à empresa para saber se poderia colocar as próteses.

“Eles disseram que como tenho bastante estímulo na parte do ombro daria para colocar, mas que custaria caro. Depois de um tempo, me ligaram dizendo que gostariam de me ajudar e sugeriram a campanha”, relatou Carol.

Conforme descrito pela empresa no site, será o “primeiro procedimento de colocação de próteses ortopédicas biônicas em uma mulher sem os dois braços”.

“Ainda percebo que algumas pessoas têm receio com relação ao site, mas é seguro. Pode ser doada qualquer quantia”, afirmou a educadora física.

Um geneticista apontou que a malformação pode ter sido causada pelo fato da mãe dela ter tido catapora nos primeiros meses de gravidez.

A trajetória de Carol é marcada por conquistas.

Se formou na graduação em 2007 e desde os sete anos de idade participa de festivais de natação.

Carol compete pelo município nos Jogos Regionais e Abertos em categoria específica.

Em 2015 trouxe cinco medalhas de ouro.

Tirar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) foi um dos grandes desafios, quando teve de fazer testes de aptidão para provar sua “habilidade”, entre eles fazer uma ligação de um celular, digitando com os pés.

Habilitada, no entanto, ela está sem carro adaptado, embora tenha ganho a adaptação, que custa entre R$ 25 mil e R$ 30 mil.

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Carol e o marido Jonas sonham em um dia terem um filho: ‘ela é batalhadora’, diz ele (Foto: Isabela Borghese/JP)

COTIDIANO — Carol utiliza os pés para ações consideradas difíceis para muitas mulheres, como passar maquiagem, por exemplo.

Lava louças, penteia a prende os cabelos e coloca brincos, tudo de maneira automática.

“Eu observo muito a mão das minhas amigas e com a prótese me disseram que vou poder pintar as unhas. São coisas simples que para mim fazem a diferença. Com as próteses vou poder usar blusinha de alça e perder a vergonha que hoje tenho”, relatou.

Segundo ela, a nova etapa do casamento tem sido de descobertas.

“Vi que agora é comigo mesmo. Tenho lavado, limpado e até passado roupa”, disse.

As próteses poderão auxiliar em barreiras encontradas no dia a dia.

“Tem gente que estende a mão para cumprimentar e eu fico sem reação”, relatou.

MATERNIDADE — São 16 anos juntos com o marido Jonas Meneghel, sendo 13 de namoro.

“A Carol é batalhadora, sempre tem como foco coisas difíceis. Esperamos que as pessoas ajudem. Vai ser ótimo pra ela conseguir ir ao mercado, restaurante e manusear coisas. Quero ter filho e isso vai ajudar a realizar nosso sonhos juntos”, disse Meneghel.

Embora, de acordo com ela, “muitas pessoas têm preconceito ou não acreditam na capacidade” do outro, o sonho de ser mãe se torna cada dia mais presente.

“Quero muito saber como vai ser. Tenho curiosidade de saber como será a amamentação, trocar. O Jonas quer muito um filho e eu também”, relatou.

Para contribuir com Carolina, os interessados devem acessar o site www.kickante.com.br/campanhas/abraca-todos-unidos-no-maior-abraco-do-mundo.

 
 
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Comentários

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    Edmircio Gonçalves Prata - 25/01/2016 19h42
    Puxa vida! Como o tempo passa rápido, conheci a Karol na infância, sua mãe(Edna?) era freguesa do meu comércio, já ficava impressionado com a habilidade da Karol em usar seus pés. Felicidades na campanha, seus desejos são naturais (maternidade) isso é dádiva do criador Jeová.