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Pais apostam em cotação de preços para economizar no material escolar
Natália Amaral
11/01/2017 10h45
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O orçamento enxuto tem feito muitos pais apostarem na cotação de preços para economizar na compra do material escolar. Pesquisar o custo-benefício dos produtos, substituir marcas e reaproveitar itens e livros também têm sido apostas das famílias para evitar gastos além da conta.

A comerciante Luciana Cristina Bossolan Machado, 38, mantém o hábito de cotar preços e, assim, consegue poupar valores significativos na hora da compra do material escolar. Neste ano, ela conferiu os preços em três papelarias. “Pesquisei para analisar qual disponibilizava os melhores valores. Cada ano temos que diminuir mais os itens adquiridos. Busco sempre comprar o necessário e as opções que estão mais em conta. Não dá pra deixar de comprar, porém, é possível poupar ao realizar cotações”, disse.

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Consumidores optam por pesquisa em papelarias (Foto: M. Germano/JP)

Essa cotação de preços é exatamente a dica do economista Francisco Crocomo, coordenador do banco de dados socioeconômicos da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) para evitar gastos desnecessários em uma época que é, tipicamente, de orçamentos mais apertados. “É preciso pesquisar muito e em todos os locais possíveis. A diferença de valores ajuda na diminuição dos gastos no final do mês. O começo de ano é complicado, cheio de contas para pagar, e os materiais escolares acabam entrando nessa lista. A cotação de preços é sempre a melhor saída para poupar gastos”, afirmou. Outro alerta do economista é para a forma de pagamento escolhida. “A melhor opção é sempre o pagamento à vista, para alcançar uma boa possibilidade de descontos. Se não houver a possibilidade, o parcelamento precisa ser analisado porque pode haver juros altos. É melhor parcelar em duas ou três vezes do que aumentar as parcelas e, consequentemente, o valor.” 

Neste ano, muitos pais também têm optado por comprar apenas o necessário em janeiro e complementar a lista escolar dos filhos ao longo do semestre, informou Edson Takashi Otsubo, proprietário de papelaria. “É normal que algumas famílias deixem para comprar alguns materiais um pouco mais tarde. O que percebemos é que, já de início, a procura é por cadernos e outros itens necessários para as aulas. Os (itens de) luxos, digamos assim, estão sendo deixados para os próximos meses”, relatou.

Ele cita que muitos pais também optam por reutilizar materiais escolares de anos anteriores. “Os pais querem investir no futuro dos filhos, seja da maneira que for. Nenhum pai deixará de comprar materiais que são necessários para o aprendizado, porém, muitos reutilizam os materiais de anos anteriores para evitar gastos maiores”. Gabriel Muniz, encarregado de vendas de papelaria, ressaltou que a busca por cotações de preços neste ano tem sido maior do que em volta às aulas passadas. Ele reforçou ainda que um dos itens que mais registrou queda de vendas foram as mochilas sofisticadas, com estampas infantis, que costumam ter preços mais altos que as comuns.

 
 
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