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Recém-nascido abandonado é filho de menina de 11 anos estuprada pelo pai
Ignácio Garcia
06/01/2017 09h44
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Pai da menina teria dito em depoimento que queria ensinar filha a fazer sexo (Foto: M. Germano/JP)

Policiais civis descobriram nesta quinta-feira (05) que recém-nascido de apenas dois dias de vida é filho de uma menina de 11 anos, que teria sido estuprada pelo próprio pai, de 36 anos.

Segundo a Polícia Civil, o parto da menina foi feito na própria casa da criança na tarde de quarta-feira e com a ajuda da mãe dela, uma diarista de 26 anos, casada com o pai-avô.

A polícia suspeita que a mulher tenha sido conivente.

O caso foi esclarecido em cerca de cinco horas pela equipe de investigação do 5º DP (Distrito Policial).

Um convite de chá de bebê levou a polícia a desvendar o fato.

O bebê havia sido abandonado dentro de uma bolsa na estrada Arthur Semmler Tietz, no bairro rural de Itaperu, e encontrado pela Polícia Militar anteontem à noite.

Uma denúncia anônima levou a PM a localizar o recém-nascido, ainda com o cordão umbilical.

O bebê foi levado ao HFC (Hospital dos Fornecedores de Cana), onde permanece internado e passa bem.

O suspeito de ser pai do recém-nascido foi preso e seria indiciado por estupro de vulnerável, abandono de incapaz, exposição ou abandono de recém-nascido, além de omissão de socorro.

Ele negou os crimes.

Conforme o JP apurou, ele teria relatado em depoimento que queria ensiná-la sobre sexo e que chegou a vendar os olhos da filha para praticar o abuso.

Mantido preso, o suspeito seria encaminhado a uma unidade prisional provisória, onde aguardará sob custódia da Justiça.

A polícia afirmou que ele tem passagens por furto e também já foi preso — entre 2007 e 2010 — após flagrante por assalto a comércio.

Quanto à esposa dele, ela foi ouvida e liberada por não ter havido estado de flagrante.

No entanto, exceto o crime de estupro, deverá ser investigada como co-autora nos outros crimes imputados ao suspeito.

Ao sair da unidade policial com o rosto coberto, ela evitou falar com a imprensa.

Segundo a chefia de investigação do 5º DP, ela teria negado acobertar os crimes.

“A mãe alega que não, mas nós temos convicção que ela foi conivente, pelas atitudes dela. Porque ela ficava protegendo a menina, uma criança”, informou.

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Mãe negou acobertar os crimes, mas também será investigada pela Polícia Civil (Foto: M. Germano/JP)

INVESTIGAÇÃO — Uma denúncia anônima chegou pela manhã aos investigadores e dava conta de que uma moradora do Jardim Alvorada teria parentesco com o casal.

Em posse da informação e de uma única pista encontrada pela PM dentro da bolsa em que o bebê estava — um convite de chá de bebê datado do dia 4 de dezembro de 2016 e com a informação de que o evento teria ocorrido às 14h, no varejão do Jardim Alvorada 1 —, os policiais civis começaram a apuração.

“Este cartão nos deu base para a investigação iniciar. Chegamos a uma testemunha que, a princípio, pensamos que seria responsável pelo chá de bebê. Mas não era! No entanto, através dela, descobrimos que o suspeito teria passagens pela polícia, levantamos os antecedentes dele, conseguimos fotos e fomos até a região de Ártemis, onde algumas pessoas o reconhecerem pelas imagens e apontaram a residência dele”, informou a investigação.

Encontrado, o homem foi questionado e teria desconversado.

“Disse que não sabia que a menina estava grávida. Encontramos incoerências na versão apresentada por ele e pedimos o telefone da esposa, que estava trabalhando no Centro. Ligamos várias vezes, mas não atendia. Estávamos quase desistindo de ligar, quando tentamos mais uma vez e ela atendeu, pedimos que ela ficasse no local mandamos uma viatura. A princípio, ela mentiu e disse que a menina estava com ela. Mas nós chegamos e não estava. Ela deixou a filha escondida dentro de casa e debilitada”, afirmou.

A equipe da Polícia Civil foi até a residência e localizou a menina.

“Minha equipe conversou com a criança que, no meio do caminho, acabou dizendo que o filho que ela teve foi do próprio pai”, disse o chefe da investigação.

Ainda no depoimento, o suspeito teria dito que estava trabalhando quando esposa ligou dizendo que a filha estava passando mal.

“Quando ele chegou à residência, a menina já havia dado à luz e a mãe tinha ajudado. A princípio, eles não quiseram ficar com o recém-nascido e alegaram que não tinham condições de ficar com a criança. Mas a mulher deu leite para o bebê e, por volta das 20h, o colocaram dentro da bolsa e o descartaram. Nós estávamos desconfiados se eles mesmos ligaram para a polícia para avisar, mas eles alegaram que não. Estavam escondendo esta gravidez de todo mundo, fazia tempo”, informou.

RECÉM-NASCIDO - O recém-nascido foi localizado pela Polícia Militar dentro de uma bolsa preta e abandonado na estrada Arthur Semmler Tietz, na área rural do bairro Itaperu, por volta das 22h50 de anteontem.

Ainda com o cordão umbilical, o bebê estava acomodado em uma caixa de papelão.

O Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) recebeu uma denúncia anônima informando que o recém- nascido estava dentro da bolsa nas proximidades do Clube dos Comerciários.

Policiais militares foram ao local indicado, mas não encontraram o bebê.

Eles continuaram as buscas nas imediações e, aproximadamente dois quilômetros do lugar inicialmente indicado, acessaram a estrada e encontraram a bolsa e o recémnascido.

Ele estava enrolado em duas toalhas de banho e dentro da caixa de papelão.

Dentro da bolsa ainda havia o convite para o chá de bebê, que teria ocorrido em 4 de dezembro de 2016, no varejão do Jardim Alvorada 1. Após a localização, os PMs verificaram os sinais vitais do bebê e o levaram ao HFC (Hospital dos Fornecedores de Cana), onde permaneceu internado sob cuidados médicos.

Na sequência, o Conselho Tutelar foi acionado e uma conselheira compareceu no hospital para tomar as providências em relação ao fato.

Foi expedida guia de exame de corpo delito para o bebê, sendo uma via entregue à conselheira tutelar.

A bolsa em que o recém-nascido foi encontrado e o convite do chá de bebê foram apreendidos.

As informações constam no Boletim de Ocorrência número 78/2017, registrado no Plantão Policial como abandono de incapaz e exposição ou abandono de recémnascido.

O caso foi apresentado na unidade policial pelos policiais militares, soldados Gonçalves e Cinque (nomes de farda). 

 
 
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