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Câmara lança abaixo-assinado contra Reforma
Felipe Ferreira
18/03/2017 09h21
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Encontro promovido pela Câmara contou com ampla participação popular. (Foto: M. Germano)

O plenário da Câmara de Vereadores ficou lotado na sexta-feira (17), durante um ato realizado em protesto à reforma na Previdência Social pretendida pelo governo federal.

O Poder Legislativo local iniciou a coleta de nomes para um abaixo assinado contra a iniciativa. Desde sábado, voluntários estão em pontos de grande circulação da cidade angariando nomes para o abaixo-assinado.

Outra forma de manifestar apoio à campanha é por meio de uma petição on-line contra a reforma da Previdência, que também será encaminhada a deputados federais e senadores.

A iniciativa foi lançada na segunda- feira (13) e até sexta-feira contava com com 901 nomes.

No encontro na Câmara, representantes de diversas entidades locais e líderes sindicais manifestaram repúdio às medidas que visam aumentar o tempo de contribuição necessário para a aposentadoria.

Por consequência, as mudanças pretendidas pelo governo aumentarão a idade do trabalhador, que precisará contribuir até os 65 anos, pelo menos, independente do sexo.

O evento foi apresentado pelo presidente da Câmara, Matheus Erler (PTB) que refutou a afirmação do governo Federal que declarou repetidas vezes não haver dinheiro para custear as aposentadorias nos moldes atuais.

 “Levantamento recente aponta que a Previdência tem em caixa uma sobra de R$ 650 bilhões”, disse.

O parlamentar criticou o fato do governo querer fixar como idade mínima 65 anos, e disse existir estados brasileiros em que a expectativa de vida é de 64 anos.

“O trabalhador precisará trabalhar e contribuir de forma ininterrupta por pelo menos 49 anos. Se for demitido, o tempo que ficar desempregado não entra na contagem e mesmo que ele trabalhe sem nenhuma interrupção, para aposentar aos 65, terá que começar a contribuir com 16 anos. Se provadas as mudanças, será declarado o fim da aposentadoria e pensão”, relatou.

De acordo com Antônio José Furlan, auditor fiscal e presidente da Delegacia Sindical da Receita Federal, a Previdência Social é a maior distribuidora de renda no país.

“Com a distribuição de mais de 30 milhões de benefícios todos os meses, sendo que 30% deles são de um salário mínimo, demonstrando sua importância social”, disse.

Furlan apontou a sonegação fiscal como um dos principais problemas da Previdência que acumula R$ 300 bilhões em recursos a serem recebidos.

PARTICIPAÇÃO — Além de membros da sociedade civil, o ato contou com a participação da Prefeitura de Piracicaba, Conespi (Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba), OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Colegiado das Lojas Maçônicas, o Conselho de Pastores de Piracicaba, o Sindireceita (Sindicato Nacional dos Analistas Tributários da Receita Federal), a Aojesp (Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo) e o Sindifisco Nacional.

 
 
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