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Cantora Rita Benneditto apresenta em SP 'Encanto'
Agencia Estado
18/03/2017 11h00
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Rita Benneditto, de 50 anos, tem dois batismos de nascimento como cantora. O primeiro em 1989, quando realizou seu primeiro show solo, em São Luís do Maranhão, Cunhã, dirigido por outro artista da região, o cantor Zeca Baleiro. "Era meu primeiro trabalho solo, mas eu já vinha fazendo música desde os 15 anos, cantando em coral e realizando backing vocal para artistas da minha terra", explica Rita por telefone para a reportagem, de sua casa no Rio. O outro, que ela considera seu batismo oficial, foi quando lançou seu primeiro álbum de carreira, Rita Ribeiro, em 1997, já morava em São Paulo e ainda usava artisticamente parte do seu nome de nascimento (uma compositora tinha registrado o mesmo nome, então, ela preferiu tirar o Ribeiro e colocar Benneditto, em 2012, para não brigar na Justiça). "Meu marco zero da carreira é de fato o disco de 1997, que surpreendeu pela aceitação do público e da crítica. Um trabalho feliz e ensolarado, que comungava com o momento que eu estava vivendo em São Paulo, batalhando a carreira com entusiasmo, juntamente com os amigos Zeca Baleiro e Chico César", lembra rindo. Mas o início da carreira, em São Luís do Maranhão, não apenas foi difícil por ser os primeiros passos dados em uma profissão carregada de incertezas, mas pela estranheza que suas músicas causavam nas pessoas. "Principalmente naquelas de ouvidos mais conservadores. No entanto, eu já estava com as antenas ligadas e plenamente consciente do caminho que queria fazer", revela. Herdeira, como ela mesmo reconhece, do tropicalismo, com sua antropofagia que absorveu e transmutou os gêneros da música brasileira, Rita, terminou desembocando no seu trabalho mais arrojado e conceitual, Tecnomacumba, de 2006, que Caetano Veloso classificou como "rico, honesto e sugestivo". "De alguma forma Cunhã já era o embrião de Tecnomacumba, da artista eclética, que cantava desde as Bachianas até músicas de terreiro, reggae, baladas, pop, tudo isso com uma pegada eletrônica", explica. Se os cantos e toques das religiões afro-brasileiras encontraram em Clara Nunes (1942-1983) a intérprete perfeita, Rita conseguiu dar continuidade a esse legado singular, imprimindo sua própria assinatura. "O intérprete tem essa função de traduzir uma música, mesmo que ela tenha sido regravada várias vezes. O mais interessante é ele criar uma assinatura própria, que as pessoas possam identificar nele aquele registro", entende. A cantora que apresenta no Sesc Pinheiros, sábado, 18, e domingo, 19, o repertório do seu último disco, Encanto, se juntará ao maestro Jaime Alem, em junho, no show Suburbano Coração, um trabalho intimista com voz e violão. RITA BENNEDITTO Sesc Pinheiros. Teatro Paulo Autran. Rua Paes Leme, 195, tel. 3095-9400. Sáb., 21h, dom., 18h. Ingressos: R$ 12/ R$ 40. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
 
 
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