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Esalqueanos reivindicam conclusão de piscina
Natália Marim
20/04/2017 12h30
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Universitários nadaram em lago da Esalq como forma de protesto (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Protesto feito por estudantes da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) na manhã desta quarta-feira (20/04) cobrou o término de reformas da piscina existente no campus, que está desativada há aproximadamente oito anos.

Cerca de 200 alunos, com apoio do Centro Acadêmico, paralisaram as atividades para um “Aulão de Natação no Lago”, como foi chamada a manifestação.

Segundo a diretora da modalidade de natação e integrante da diretoria da AAALQ (Associação Atlética Acadêmica Luiz de Queiroz), Ariane Martins Caldeira, a piscina está desativada devido a rachaduras causadas pelo tipo de solo argiloso do local.

Ela está trancada e ninguém pode ter acesso.

A última programação para os reparos, conforme a tesoureira da AAALQ, Aliz Marteloso Graciano, estava marcada para outubro de 2015, com previsão de término em 210 dias.

“À época, conseguimos ter esperança, mas até agora nada se resolveu. E já faz mais de 500 dias que estamos sem data para ver a piscina terminada”, afirmou.

Alguns estudantes, como forma de protesto, nadaram no lago da Esalq, que é impróprio para o banho, apesar de alertados por seguranças da universidade.

Além da demora na conclusão dos serviços, a piscina também teria sido construída com dimensões inadequadas para o treino de pólo aquático. “Eles fizeram um projeto de piscina com dimensões erradas.

A piscina terá menos de 50 metros, com profundidade de 1,20 m e 1,80 m.

Para o treino de pólo aquático, porém, o nadador precisa flutuar. A natação também fica prejudicada”, afirmou Ariane.

Em busca de alternativas para treinar, os atletas conseguiram, nos anos anteriores, uma parceria com a Selam (Secretaria de Esportes, Lazer e Atividades Motoras) e com o XV de Piracicaba.

“Este ano, porém, o espaço da Selam está sendo usado em todos os horários e, mais uma vez, os esalqueanos estão sem piscina e sem treino por tempo indeterminado”, disse Ariane.

OUTRO LADO — O prefeito do campus USP Luiz de Queiroz, Fernando Seixas, comunicou que as obras foram paralisadas no primeiro semestre de 2016 para realização de sondagem e, quando deveriam ser retomadas, foi detectado que a empresa contratada perdeu a certidão de débitos relativos a créditos tributários federais e dívida ativa da União. Com isso, a prefeitura da universidade interrompeu a obra e o processo foi cancelado.

Após refazer o orçamento, a reitoria autorizou, na última semana, a liberação de R$ 1,785 milhão.

A nova licitação será aberta em maio. O prefeito do campus afirmou ainda que as dimensões da piscina foram pensadas para possibilitar o uso por pessoas com deficiências e também dificuldades de locomoção.

“O projeto foi esquematizado pensando na inclusão social e uso mais amplo”, afirmou.

 
 
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