,
Clique e
assine o JP
Televendas: 3428-4190
Classificados: 3428-4140
Comercial: 3428-4150
Redação: 3428-4170
Últimas notícias:
  • Inadimplência do consumidor cresce 5,8%
  • Roubos e furtos caem no primeiro semestre do ano
  • Umidade do ar cai e deixa cidade em estado de atenção

Falta de leito hospitalar gera nova reclamação
Felipe Ferreira
19/05/2017 15h40
  |      
ENVIAR     IMPRIMIR     COMENTE              
 
01.jpg

Dalila Silva foi internada na UPA quatro vezes em três semanas (Foto: Claudinho Coradini/JP)

O atraso na realização de transferências de pacientes para leitos hospitalares persiste no setor de saúde de Piracicaba.

Familiares de uma idosa relatam que a mulher está internada desde segunda feira na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Doutor Fortunato Losso Neto, no bairro Piracicamirim, e necessita com urgência ser transferida para uma instituição de saúde de maior porte, que conte com um equipamento de ressonância magnética.

De acordo com Josimar Pereira da Silva, 41, sobrinho da aposentada Dalila da Silva Dias, 65, em três semanas, a paciente esteve na UPA quatro vezes.

O familiar informou que os médicos que atenderam a mulher não realizaram um diagnóstico conclusivo que aponte de forma definitiva o que sua tia tem.

Ele acredita que possa se tratar de um quadro grave de sinusite, mas que em alguns momentos se confunde com labirintite.

“Ela está com o rosto inchado e sente muitas dores na cabeça, o que nos leva a pensar que é sinusite. O problema é que minha tia não consegue se levantar porque tudo fica girando, não anda por não conseguir se equilibrar. A situação melhora um pouco só quando ela fica deitada. Mas são tantos problemas que nenhum médico que atendeu conseguiu dizer o que ela tem”, disse Silva.

Diante da situação, um médico apontou, segundo o sobrinho da idosa, a necessidade dela ser submetida a um exame de ressonância magnética, equipamento de diagnóstico disponível apenas em hospitais.

“Ela precisa da transferência, porque se fica aqui (na UPA) só piora”, relatou Josimar Silva. O sobrinho informou que os médicos cogitaram dar alta à paciente, o que foi recusado pelos familiares.

“Em três semanas essa é a quarta vez que ela é internada aqui. Das outras chegou, foi medicada e liberada. Dias depois piorava novamente e tinha que voltar. Os medicamentos são fortes e começaram a fazer mais mal do que bem. Por isso queremos que ela seja curada, e não que fique só tomando remédio para dor”, afirmou.

A prefeitura informou que a paciente em questão está com quadro de saúde estável, recebe acompanhamento médico e aguarda vaga hospitalar para exames específicos.

Assim que a vaga for disponibilizada, ela será encaminhada a um dos hospitais credenciados.

RELEMBRE — Na edição de ontem o JP informou que a fila de espera por leitos hospitalares na cidade conta com aproximadamente 40 pessoas, e pode atingir picos de até 50 pacientes.

A variação decorre, segundo a secretaria de Saúde, da flutuação decorrente da abertura e preenchimento de vagas.

 
 
Voltar

Comentários

Nome:
E-mail:
Comentário:
 

  • Seja o primeiro a comentar