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Fila de espera por leito hospitalar tem cerca de 50 pacientes
Felipe Ferreira
18/05/2017 11h21
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Celso Cruzatto é neto de idosa que necessita de vaga em UTI (Foto: M. Germano/JP)

Varia entre 40 e 50 o número de pacientes internados em unidades de saúde que aguardam por um leito hospitalar em Piracicaba.

O número foi confirmado pela secretaria de Saúde.

A pasta informou também que uma idosa de 85 anos, internada desde segunda-feira e que necessita de um leito em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), não tem previsão de quando vai conseguir a transferência.

A justificativa apresentada pela prefeitura é que, por estar internada em um hospital particular, a paciente Therezinha de Jesus Cavaggione Cruzatto já conta com os cuidados médicos que necessita.

Ocorre que, segundo familiares, a idosa — que não possui convênio médico — foi levada a instituição de saúde da rede privada devido à gravidade de seu quadro clínico e por ser a mais próxima à casa onde ela reside.

A família apontou ainda os custos com a diária no hospital como fator determinante para que a idosa obtenha o encaminhamento para o tratamento via SUS (Sistema Único de Saúde).

De acordo com o neto da aposentada, o técnico em informática Celso Cruzatto, 35, a permanência no hospital em questão custa por dia R$ 1.500, quantia que a família não dispõe.

“Estávamos em casa e percebemos que ela não respirava. A colocamos no carro e levamos até o hospital mais próximo porque se fôssemos esperar por uma ambulância talvez não houvesse tempo de salvá-la. Ela não tem plano de saúde e nós (família) não temos condições de pagar pelo tratamento médico que já ultrapassa R$ 3.000”, afirmou.

De acordo o familiar, a idosa foi diagnosticada com pneumonia, embolia pulmonar e sofreu um infarto quando já estava internada no hospital. O médico que a atendeu apontou a necessidade do encaminhamento para a UTI com urgência, mas os custos do tratamento impossibilitaram a transferência.

“Por dia a UTI custa cerca de R$ 20 mil e não temos esse dinheiro. Já procuramos a Central de Vagas da prefeitura para tentar que o SUS pague pelo tratamento mas não aceitaram. Fizemos de tudo e até na Defensoria Pública fomos, mas nada deu certo”, afirmou Cruzatto. Familiares da idosa não sabem a quem recorrer diante do agravamento do estado de saúde da paciente e da demora na obtenção do leito de UTI.

“Estamos de mão atadas sem saber o que fazer. Nosso desejo seria que a prefeitura pagasse pelo tratamento dela na UTI neste mesmo hospital mas já fui informado que isso não é possível porque eles (hospital particular) não tem nenhum tipo de acordo com o SUS”, disse o neto de Therezinha.

Procurada, a secretaria de Saúde informou que a paciente em questão, por estar em uma unidade particular, já conta com os cuidados médicos necessários.

A alegação da administração é que a prioridade desses leitos é oferecida aos pacientes que dão entrada pela rede pública, ou seja, pelas UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento).

 
 
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